Deixem Jesus em paz
Por Juca Kfoury (retirado da Folha desta quinta, 30)
MEU PAI , na primeira vez em que me ouviu dizer que eu era ateu, me disse para mudar o discurso e dizer que eu era agnóstico: "Você não tem cultura para se dizer ateu", sentenciou.
Confesso que fiquei meio sem entender. Até que, nem faz muito tempo, pude ler "Em que Creem os que Não Creem", uma troca de cartas entre Umberto Eco e o cardeal Martini, de Milão, livro editado no Brasil pela editora Record.
De fato, o velho tinha razão, motivo pelo qual, ele mesmo, incomparavelmente mais culto, se dissesse agnóstico, embora fosse ateu.
Pois o embate entre Eco e Martini, principalmente pelos argumentos do brilhante cardeal milanês, não é coisa para qualquer um, tamanha a profundidade filosófica e teológica do religioso. Dele entendi, se tanto, uns 10%. E olhe lá.
Eco, não menos brilhante, é mais fácil de entender em seu ateísmo.
Até então, me bastava com o pensador marxista, também italiano, Antonio Gramsci, que evoluiu da clássica visão que tratava a religião como ópio do povo para vê-la inclusive com características revolucionárias, razão pela qual pregava a tolerância, a compreensão, principalmente com o catolicismo.
E negar o papel de resistência e de vanguarda de setores religiosos durante a ditadura brasileira equivaleria a um crime de falso testemunho, o que me levou, à época, a andar próximo da Igreja, sem deixar de fazer pequenas provocações, com todo respeito.
Respeito que preservo, apesar de, e com o perdão por tamanha digressão, me pareça pecado usar o nome em vão de quem nada tem a ver com futebol, coisa que, se bem me lembro de minhas aulas de catecismo, está no segundo mandamento das leis de Deus.
E como o santo nome anda sendo usado em vão por jogadores da seleção brasileira, de Kaká ao capitão Lúcio, passando por pretendentes a ela, como o goleiro Fábio, do Cruzeiro, e chegando aos apenas chatos, como Roberto Brum.
Ninguém, rigorosamente ninguém, mesmo que seja evangélico, protestante, católico, muçulmano, judeu, budista ou o que for, deveria fazer merchan religioso em jogos de futebol nem usar camisetas de propaganda demagógicas e até em inglês, além de repetir ameaças sobre o fogo eterno e baboseiras semelhantes, como as da enlouquecida pastora casada com Kaká, uma mocinha fanática, fundamentalista ou esperta demais para tentar nos convencer que foi Deus quem pôs dinheiro no Real Madrid para contratar seu jovem marido em plena crise mundial. Ora, há limites para tudo.
É um tal de jogador comemorar gol olhando e apontando para o céu como se tivesse alguém lá em cima responsável pela façanha, um despropósito, por exemplo, com os goleiros evangélicos, que deveriam olhar também para o alto e fazer um gesto obsceno a cada gol que levassem de seus irmãos...
Ora bolas!
Que cada um faça o que bem entender de suas crenças nos locais apropriados para tal, mas não queiram impingi-las nossas goelas abaixo, porque fazê-lo é uma invasão inadmissível e irritante.
Não mesmo é à toa que Deus prefere os ateus...
Concordo absolutamente com tudo.
Nunca é demais lembrar que Levir Culpi proíbe essas manifestações ridículas - e desrespeitosas com ateus, agnósticos e praticantes de religiões diversas das dos boleiros - no vestiário e em campo.
O que fariam os cartolas no dia em que um artilheiro erguesse a camisa do time ao comemorar um gol e sob ela aparecesse uma camiseta com as inscrições "Deus, um delírio"?
quinta-feira, 30 de julho de 2009
quarta-feira, 29 de julho de 2009
O ouro dos pobres
Rui Daher
De São Paulo
(do Terra Magazine, enviado por Carlão Oliveira)
Em artigo com o título "Nem tudo o que reluz é ouro", publicado na Folha de São Paulo de 11 de julho, o Sr. João Sampaio, secretário da Agricultura e do Abastecimento do Estado, critica o Plano Agrícola e Pecuário para a safra 2009/10.
Não entrarei em detalhes ou méritos. Em política, cargos oficiais costumam cristalizar pensamentos. Por dever de ofício, nunca o Secretário aplaudiria uma medida do governo federal.
Há, no entanto, uma posição do Sr. Sampaio que vale a pena discutir. A certa altura, escreve: "(...) se insistiu em tratar com diferenças as agriculturas empresarial e a familiar. Olhando pragmaticamente os interesses do Brasil, não cabem distinções sob o prisma ideológico. Ambas são fundamentais".
Está bem. Sejamos pragmáticos, expressão que bem serve aos travessos senhores do Poder. Deixemos de lado a ideologia, tolamente imposta como mais fora de moda do que a galocha. Finalmente, aceitemos as duas agriculturas como fundamentais, e teremos aí um Secretário feliz. Com um senão: é impossível concordar com a sua ideia de tratamento homogêneo para as agriculturas empresarial e familiar.
Ideais, ainda que esmaecidos, do governo atual e o bom período da economia que se seguiu à posse, permitiram ampliar os recursos destinados aos programas de inserção social.
E aí não importam os rótulos. Seja esmola, assistencialismo ou programa eleitoreiro, sabem os que precisam que a tal "diferença" faz-lhes a vida um pouco melhor. Isto, num país secularmente incapaz de resolver a miséria apenas através das atividades econômicas regulares.
Pois bem, a mesma estratificação que coloca milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza ocorre também na estrutura fundiária.
Segundo o INCRA, em 2003, 60% dos imóveis rurais brasileiros tinham área inferior a 25 hectares (2,5 milhões de propriedades) e ocupavam 6% da área total. No cume da pirâmide, apenas 70.000 imóveis respondiam por 45% da área.
É desses pequenos sítios, no entanto, que saem 70% da alimentação diária dos brasileiros. Em leite, feijão, mandioca, cebola, frango, legumes, hortaliças.
Será que o fato de fornecer segurança alimentar à população tem sido capaz de garantir a esses produtores alguma segurança?
Qual o lobby que os protege? A bancada ruralista no Congresso? A diretoria da CNA? Suas produções são aceitas como moeda de troca junto aos cartéis que vendem insumos? Algum apoio técnico lhes é prestado fora do estatal e das cooperativas? Financiamento a taxas favorecidas para mecanização através apenas dos bancos privados? Em não sendo o Estado, quem se responsabilizará por movimentar 2,5 milhões de pequenas propriedades?
Mas, afinal, quais foram os tamanhos do presente e da injustiça cometidos contra a agricultura empresarial que tanto incomodaram o Secretário paulista?
Do montante de R$ 109 bilhões de recursos financeiros prometidos para a agropecuária na próxima safra, R$ 15 bilhões serão destinados para custeio, comercialização e investimento do segmento familiar.
Entre outras medidas, aumentarão os limites de crédito, os juros irão variar de 1,5% a 5,5% ao ano, e se dará favorecimento na captação de capital de giro às cooperativas com até 70% de seus associados enquadrados no perfil da agricultura familiar.
Destinar R$ 15 bilhões de recursos para os vários projetos ligados ao PRONAF - Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar significa aumentar em mais de seis vezes o valor que permaneceu praticamente estagnado desde a sua criação, em 1995, até os primeiros anos desta década.
Aí sim, sem nenhum brilho.
Rui Daher é administrador de empresas, consultor da Biocampo Desenvolvimento Agrícola.
De São Paulo
(do Terra Magazine, enviado por Carlão Oliveira)
Em artigo com o título "Nem tudo o que reluz é ouro", publicado na Folha de São Paulo de 11 de julho, o Sr. João Sampaio, secretário da Agricultura e do Abastecimento do Estado, critica o Plano Agrícola e Pecuário para a safra 2009/10.
Não entrarei em detalhes ou méritos. Em política, cargos oficiais costumam cristalizar pensamentos. Por dever de ofício, nunca o Secretário aplaudiria uma medida do governo federal.
Há, no entanto, uma posição do Sr. Sampaio que vale a pena discutir. A certa altura, escreve: "(...) se insistiu em tratar com diferenças as agriculturas empresarial e a familiar. Olhando pragmaticamente os interesses do Brasil, não cabem distinções sob o prisma ideológico. Ambas são fundamentais".
Está bem. Sejamos pragmáticos, expressão que bem serve aos travessos senhores do Poder. Deixemos de lado a ideologia, tolamente imposta como mais fora de moda do que a galocha. Finalmente, aceitemos as duas agriculturas como fundamentais, e teremos aí um Secretário feliz. Com um senão: é impossível concordar com a sua ideia de tratamento homogêneo para as agriculturas empresarial e familiar.
Ideais, ainda que esmaecidos, do governo atual e o bom período da economia que se seguiu à posse, permitiram ampliar os recursos destinados aos programas de inserção social.
E aí não importam os rótulos. Seja esmola, assistencialismo ou programa eleitoreiro, sabem os que precisam que a tal "diferença" faz-lhes a vida um pouco melhor. Isto, num país secularmente incapaz de resolver a miséria apenas através das atividades econômicas regulares.
Pois bem, a mesma estratificação que coloca milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza ocorre também na estrutura fundiária.
Segundo o INCRA, em 2003, 60% dos imóveis rurais brasileiros tinham área inferior a 25 hectares (2,5 milhões de propriedades) e ocupavam 6% da área total. No cume da pirâmide, apenas 70.000 imóveis respondiam por 45% da área.
É desses pequenos sítios, no entanto, que saem 70% da alimentação diária dos brasileiros. Em leite, feijão, mandioca, cebola, frango, legumes, hortaliças.
Será que o fato de fornecer segurança alimentar à população tem sido capaz de garantir a esses produtores alguma segurança?
Qual o lobby que os protege? A bancada ruralista no Congresso? A diretoria da CNA? Suas produções são aceitas como moeda de troca junto aos cartéis que vendem insumos? Algum apoio técnico lhes é prestado fora do estatal e das cooperativas? Financiamento a taxas favorecidas para mecanização através apenas dos bancos privados? Em não sendo o Estado, quem se responsabilizará por movimentar 2,5 milhões de pequenas propriedades?
Mas, afinal, quais foram os tamanhos do presente e da injustiça cometidos contra a agricultura empresarial que tanto incomodaram o Secretário paulista?
Do montante de R$ 109 bilhões de recursos financeiros prometidos para a agropecuária na próxima safra, R$ 15 bilhões serão destinados para custeio, comercialização e investimento do segmento familiar.
Entre outras medidas, aumentarão os limites de crédito, os juros irão variar de 1,5% a 5,5% ao ano, e se dará favorecimento na captação de capital de giro às cooperativas com até 70% de seus associados enquadrados no perfil da agricultura familiar.
Destinar R$ 15 bilhões de recursos para os vários projetos ligados ao PRONAF - Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar significa aumentar em mais de seis vezes o valor que permaneceu praticamente estagnado desde a sua criação, em 1995, até os primeiros anos desta década.
Aí sim, sem nenhum brilho.
Rui Daher é administrador de empresas, consultor da Biocampo Desenvolvimento Agrícola.
sábado, 25 de julho de 2009
Patadas
Dilma Russeff, brizolista sem jeito que virou petista com jeito de centralismo democrático, escoiceia pra tudo que é lado.
A mitologia não falou em gênero, mas podemos adaptar a companheira ao Requião.
Dilma é uma centaura, pelos coices: metade cavala (no mau sentido) e metade também.
A mitologia não falou em gênero, mas podemos adaptar a companheira ao Requião.
Dilma é uma centaura, pelos coices: metade cavala (no mau sentido) e metade também.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Um banco 30 horas de ignorância
O Unibanco, pertencente a uma família de intelectuais antes de ser fundido ao Itaú (o fundador, embaixador Walther Moreira Salles, os filhos João e Walther e outros), passou dos limites hoje (sexta) no atendimento telefônico a este pobre coitado, procurador de sua pobre mãe. “De que cidade está falando, senhor?”, perguntou uma daquelas Jéssica Caroline, atendente baseada sei lá onde, São Paulo ou Vila dos Remédios. “De Curitiba”, respondi. “Em que Estado fica Curitiba, senhor?”, arrematou a Jéssica.
O Unibanco poderia dedicar algumas de suas propaladas 30 horas num curso de conhecimentos gerais a seus atendentes. A burrice não é só da Jéssica Caroline.
O Unibanco poderia dedicar algumas de suas propaladas 30 horas num curso de conhecimentos gerais a seus atendentes. A burrice não é só da Jéssica Caroline.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Uma mentira que já perdura 40 anos
Divagando & Katilografando
Difícil foi para nós estudantes do curso ginasial no ano de 1969 refutarmos a idéia de que Neil Armstrong não havia dado o primeiro passo do homem na Lua. Ele deu o primeiro o segundo e outros passos na Lua; nenhum de nós estudantes da segunda série ginasial (hoje sexta série do ensino fundamental) tinha ou tivemos qualquer dúvida. O meu companheiro de equipe de trabalho escolar o Dirvam Guimarães, filho da dona Zuleima e do seu Dirvam dos Correios, era um gênio no desenho, o nosso trabalho escolar sobre “O Homem e a Conquista do Espaço” foi notável, obtivemos a nota máxima.
Em casa, os meus pais e principalmente a minha mãe em complô com a dona Antonia esposa do seu Matias, que acabavam de ficar avós da pequena Márcia (hoje minha esposa) que nascera dois dias antes do “Homem” pisar na Lua, encabeçavam a lista dos incrédulos; para eles, o que Deus fez, não foi dado autorização para que o homem fosse lá profanar território sagrado, pois, a Lua, o Sol e as Estrelas eram campo de visitação só de Deus, o Supremo Criador do Universo. Já que eles são bons nisso, por que é que eles não vão ao Sol? Diziam em desafio os meus pais e amigos incrédulos. Não preciso dizer que eu ficava roxo de raiva; todo esse argumento para mim não passava da mais pura declaração de ignorância (no sentido chulo do termo), falta de credo no Deus que fez o Homem a sua imagem e semelhança; ora, para mim, se nós éramos de fato a imagem e semelhança do nosso Supremo Criador, não haveria sentido refutar o feito que os americanos em transmissão de TV para todo o mundo inteiro mostravam no dia 20 de julho de 1969, o “Homem” dando um passo histórico para a humanidade.
É verdade, para alguns seres inteligentes, longe dos “ignorantes” e, embasados cientificamente, cinco anos mais tarde escreveu um livro que é conhecido como a “Teoria da Conspiração” "We Never Went to the Moon" ("Nunca fomos à Lua", 1974) foi o livro que catapultou Kaysing como escritor e o elevou à categoria de "pai" da teoria da farsa lunar. Na obra, o engenheiro de formação reúne uma série de argumentos, todos usados até hoje pelos defensores da teoria. Na verdade, no ano de 1974 eu não tinha maturidade e nem acesso a uma leitura tão especializada com essa; por isso mesmo, eu, ainda a essa época continuava no firme propósito de acreditar naquela “viagem fantástica”. Bill Kaysing não foi para mim, anos mais tarde (ano 1989), o mentor intelectual para a minha hoje irrefutável descrença de tal feito.
Após a série de reportagens que se alongaram no decorrer do início do ano de 1989 sobre o naufrágio do Barco Bateau Mouche (31/12/1988), meio que saturado com tantas notícias distorcidas, resolvi decididamente a mudar de canal de TV, elegi a TV E como a minha fonte de informação sobre o que acontecia pelo mundo. Certo dia de domingo daquele início de ano (março ou abril de 1989), assistindo ao Programa National Geografic daquela TV estatal, em umas entrevistas a algumas pessoas pelo mundo sobre o vigésimo ano do “Homem” andando pela Lua, uma desdentada camponesa indiana disse não acreditar que o homem tivesse chegado e muito menos pisado na Lua. Surpreso, o repórter lhe perguntou o que a fazia pensar daquela maneira; a resposta foi surpreendente. Foi surpreendente principalmente para mim que, durante vinte anos não havia sequer dado o trabalho de rever as fotos que documentavam o “heróico” feito dos americanos. Para a camponesa indiana, destituída de qualquer conhecimento da física – pelo menos foi o que achei -, ela deu uma aula de conhecimentos que até os fraudadores da viagem não contavam que os estudiosos pelo mundo afora pudesse. Ela não se apegou a detalhes que os doutores em uma tese com certeza se apegariam para confirmar ou negar; ela foi taxativa: “a bandeira dos Estados Unidos fixada no solo lunar estava pendurada em retângulo, sem a tradicional caída que toda bandeira desfraldada apresenta; e foi mais adiante, disse que o mastro da bandeira estava em “L” de ponta cabeça para que, favorecesse no caso como o de enfiar um elástico no calção, a bandeira tinha essa borda para que o “pé” do “L” entrasse na borda da bandeira americana e, no “I” do mastro, a bandeira foi amarrada tal como se amarra por exemplo, o cadarço dos sapatos. Na verdade, esse detalhe da bandeira em retângulo era para confirmar a falta de gravidade na Lua e por isso mesmo, segundo a tese deles, uma bandeira lá deveria ficar assim se fosse lá desfraldada, não cairia como aqui cai e fica ao sabor do vento.
Foi preciso que uma pessoa de supostos poucos conhecimentos dissesse de maneira mais brejeira possível para que eu viesse a me despertar sobre o que foi a fraude aplicada pelo Sr. Richard Nixon, que teve como principal objetivo refrear os ímpetos da União Soviética na chamada “Guerra Fria” e apagar o desastre frente ao mundo que foi a Guerra do Vietnam. O Nixon para dar contornos de realidade a “Farsa Lunar” usou dos serviços do naquela época “Spielberg” que era nada mais nada menos que o diretor Stanley Kubrick ("2001 - Uma Odisséia no Espaço"). A viúva Stanley Kubrick dá um depoimento, que daí saiu a ideia de que o diretor americano foi convidado por Nixon para criar a farsa do homem caminhando na superfície lunar.
Nos tempos atuais fica bem mais fácil entender o que aconteceu; naquela época o super computador que a NASA tinha ocupava dois enormes prédios, se formos planificar o super computador de então, ele caberia em uma quadra de 200m X 200m. Esse era o trunfo americano que desenvolveu a capacidade daquela nação ir à Lua. Nos tempos atuais, aquele “super computador” é facilmente carregado por qualquer pessoa em uma valise para qualquer lugar que deseje, todavia, esse Laptop ou Note Book não tem qualquer grande tecnologia que nos faça fazer uma viagem espacial, a não ser, um bom programa de simulador de vôo. É evidente que eu acredito que o homem pode ir à Lua, ir até mesmo a Marte e quem sabe até mesmo fora do nosso sistema solar, eu acredito sinceramente. Agora, que ficou feio para os Estados Unidos mandar atualmente homens somente até no máximo 450 quilômetros de altitude, isso ficou! E o pior, é ter que se calar frente às evidências gritantes que se apresentam pelo mundo científico sobre a mentira que a cada ano fica mais evidente.
Ora, se quarenta anos atrás os Estados Unidos se disseram viajantes ao nosso satélite lunar, como se explica agora eles estarem desenvolvendo tecnologia para, somente em 2.020 mandar um “Homem” (novamente?) à Lua? Como se explica isso? Qual foi a tecnologia usada quarenta anos atrás que fez com que os americanos fossem à Lua e hoje não se aplica mais? Será que os americanos cretinos acreditavam que a tecnologia utilizada fosse eterna? Por que será que todos os astronautas envolvidos naquela viagem do Apollo 11 e até mesmo os da Apollo 10 ficaram todos com distúrbios mentais e assim morreram sem qualquer recuperação? Também isso não tem resposta. Muito bem, na verdade a tecnologia utilizada foi a aposta na burrice do resto do mundo, a falta de conhecimento e o desinteresse pelos assuntos que, só eram aos EUA lícito ter é que davam àqueles farsantes a tecnologia precisa para que eles posassem de viajantes espaciais; nessa história toda, a União Soviética (URSS), que alardeava ter mandado lá Lua um macaco, se calou! Por que se calou, calou-se, porque naquele episódio ficaram cúmplices na mesma mentira. Você, amigo (a) que me dá o prazer desta leitura, acredita que o Homem foi à Lua? Eu, há vinte anos não acredito, antes tarde do que nunca!
Francisco Silva Filho – Curitiba-PR
Difícil foi para nós estudantes do curso ginasial no ano de 1969 refutarmos a idéia de que Neil Armstrong não havia dado o primeiro passo do homem na Lua. Ele deu o primeiro o segundo e outros passos na Lua; nenhum de nós estudantes da segunda série ginasial (hoje sexta série do ensino fundamental) tinha ou tivemos qualquer dúvida. O meu companheiro de equipe de trabalho escolar o Dirvam Guimarães, filho da dona Zuleima e do seu Dirvam dos Correios, era um gênio no desenho, o nosso trabalho escolar sobre “O Homem e a Conquista do Espaço” foi notável, obtivemos a nota máxima.
Em casa, os meus pais e principalmente a minha mãe em complô com a dona Antonia esposa do seu Matias, que acabavam de ficar avós da pequena Márcia (hoje minha esposa) que nascera dois dias antes do “Homem” pisar na Lua, encabeçavam a lista dos incrédulos; para eles, o que Deus fez, não foi dado autorização para que o homem fosse lá profanar território sagrado, pois, a Lua, o Sol e as Estrelas eram campo de visitação só de Deus, o Supremo Criador do Universo. Já que eles são bons nisso, por que é que eles não vão ao Sol? Diziam em desafio os meus pais e amigos incrédulos. Não preciso dizer que eu ficava roxo de raiva; todo esse argumento para mim não passava da mais pura declaração de ignorância (no sentido chulo do termo), falta de credo no Deus que fez o Homem a sua imagem e semelhança; ora, para mim, se nós éramos de fato a imagem e semelhança do nosso Supremo Criador, não haveria sentido refutar o feito que os americanos em transmissão de TV para todo o mundo inteiro mostravam no dia 20 de julho de 1969, o “Homem” dando um passo histórico para a humanidade.
É verdade, para alguns seres inteligentes, longe dos “ignorantes” e, embasados cientificamente, cinco anos mais tarde escreveu um livro que é conhecido como a “Teoria da Conspiração” "We Never Went to the Moon" ("Nunca fomos à Lua", 1974) foi o livro que catapultou Kaysing como escritor e o elevou à categoria de "pai" da teoria da farsa lunar. Na obra, o engenheiro de formação reúne uma série de argumentos, todos usados até hoje pelos defensores da teoria. Na verdade, no ano de 1974 eu não tinha maturidade e nem acesso a uma leitura tão especializada com essa; por isso mesmo, eu, ainda a essa época continuava no firme propósito de acreditar naquela “viagem fantástica”. Bill Kaysing não foi para mim, anos mais tarde (ano 1989), o mentor intelectual para a minha hoje irrefutável descrença de tal feito.
Após a série de reportagens que se alongaram no decorrer do início do ano de 1989 sobre o naufrágio do Barco Bateau Mouche (31/12/1988), meio que saturado com tantas notícias distorcidas, resolvi decididamente a mudar de canal de TV, elegi a TV E como a minha fonte de informação sobre o que acontecia pelo mundo. Certo dia de domingo daquele início de ano (março ou abril de 1989), assistindo ao Programa National Geografic daquela TV estatal, em umas entrevistas a algumas pessoas pelo mundo sobre o vigésimo ano do “Homem” andando pela Lua, uma desdentada camponesa indiana disse não acreditar que o homem tivesse chegado e muito menos pisado na Lua. Surpreso, o repórter lhe perguntou o que a fazia pensar daquela maneira; a resposta foi surpreendente. Foi surpreendente principalmente para mim que, durante vinte anos não havia sequer dado o trabalho de rever as fotos que documentavam o “heróico” feito dos americanos. Para a camponesa indiana, destituída de qualquer conhecimento da física – pelo menos foi o que achei -, ela deu uma aula de conhecimentos que até os fraudadores da viagem não contavam que os estudiosos pelo mundo afora pudesse. Ela não se apegou a detalhes que os doutores em uma tese com certeza se apegariam para confirmar ou negar; ela foi taxativa: “a bandeira dos Estados Unidos fixada no solo lunar estava pendurada em retângulo, sem a tradicional caída que toda bandeira desfraldada apresenta; e foi mais adiante, disse que o mastro da bandeira estava em “L” de ponta cabeça para que, favorecesse no caso como o de enfiar um elástico no calção, a bandeira tinha essa borda para que o “pé” do “L” entrasse na borda da bandeira americana e, no “I” do mastro, a bandeira foi amarrada tal como se amarra por exemplo, o cadarço dos sapatos. Na verdade, esse detalhe da bandeira em retângulo era para confirmar a falta de gravidade na Lua e por isso mesmo, segundo a tese deles, uma bandeira lá deveria ficar assim se fosse lá desfraldada, não cairia como aqui cai e fica ao sabor do vento.
Foi preciso que uma pessoa de supostos poucos conhecimentos dissesse de maneira mais brejeira possível para que eu viesse a me despertar sobre o que foi a fraude aplicada pelo Sr. Richard Nixon, que teve como principal objetivo refrear os ímpetos da União Soviética na chamada “Guerra Fria” e apagar o desastre frente ao mundo que foi a Guerra do Vietnam. O Nixon para dar contornos de realidade a “Farsa Lunar” usou dos serviços do naquela época “Spielberg” que era nada mais nada menos que o diretor Stanley Kubrick ("2001 - Uma Odisséia no Espaço"). A viúva Stanley Kubrick dá um depoimento, que daí saiu a ideia de que o diretor americano foi convidado por Nixon para criar a farsa do homem caminhando na superfície lunar.
Nos tempos atuais fica bem mais fácil entender o que aconteceu; naquela época o super computador que a NASA tinha ocupava dois enormes prédios, se formos planificar o super computador de então, ele caberia em uma quadra de 200m X 200m. Esse era o trunfo americano que desenvolveu a capacidade daquela nação ir à Lua. Nos tempos atuais, aquele “super computador” é facilmente carregado por qualquer pessoa em uma valise para qualquer lugar que deseje, todavia, esse Laptop ou Note Book não tem qualquer grande tecnologia que nos faça fazer uma viagem espacial, a não ser, um bom programa de simulador de vôo. É evidente que eu acredito que o homem pode ir à Lua, ir até mesmo a Marte e quem sabe até mesmo fora do nosso sistema solar, eu acredito sinceramente. Agora, que ficou feio para os Estados Unidos mandar atualmente homens somente até no máximo 450 quilômetros de altitude, isso ficou! E o pior, é ter que se calar frente às evidências gritantes que se apresentam pelo mundo científico sobre a mentira que a cada ano fica mais evidente.
Ora, se quarenta anos atrás os Estados Unidos se disseram viajantes ao nosso satélite lunar, como se explica agora eles estarem desenvolvendo tecnologia para, somente em 2.020 mandar um “Homem” (novamente?) à Lua? Como se explica isso? Qual foi a tecnologia usada quarenta anos atrás que fez com que os americanos fossem à Lua e hoje não se aplica mais? Será que os americanos cretinos acreditavam que a tecnologia utilizada fosse eterna? Por que será que todos os astronautas envolvidos naquela viagem do Apollo 11 e até mesmo os da Apollo 10 ficaram todos com distúrbios mentais e assim morreram sem qualquer recuperação? Também isso não tem resposta. Muito bem, na verdade a tecnologia utilizada foi a aposta na burrice do resto do mundo, a falta de conhecimento e o desinteresse pelos assuntos que, só eram aos EUA lícito ter é que davam àqueles farsantes a tecnologia precisa para que eles posassem de viajantes espaciais; nessa história toda, a União Soviética (URSS), que alardeava ter mandado lá Lua um macaco, se calou! Por que se calou, calou-se, porque naquele episódio ficaram cúmplices na mesma mentira. Você, amigo (a) que me dá o prazer desta leitura, acredita que o Homem foi à Lua? Eu, há vinte anos não acredito, antes tarde do que nunca!
Francisco Silva Filho – Curitiba-PR
sábado, 18 de julho de 2009
Cartinha de sábado
Meus caros amigos:
A maioria de vocês era muito jovem em 1989 (Gustavo, meu filho, tinha dez anos; imaginem minha idade) quando o País viveu sua primeira eleição direta para presidente da República (não custa lembrar que a palavra vem de res publica, do latim, coisa pública, do povo).
Aos fatos.
Era eleitor e, por sorte do destino, acompanhei o candidato Lula no segundo turno daquela eleição. Conheci boa parte do Brasil graças à besteira do jornal onde trabalhava, que me achou indicado como um sujeito capaz de equilibrar a cobertura, esta sempre pró-Collor. Não acho que tenha feito um belo trabalho, pois não tinha fontes fora daqui, era secado, não tinha esperteza et coetera. Mas fiz um trabalho decente.
Como eleitor, no primeiro turno votei, e não me arrependo, no candidato do Partido Comunista, o sr. Roberto Freire, hoje um notório malandro que jogou sua biografia ao lixo e coisa e tal. Votei no partido. Veio de Freire o PPS, mas ficou o velho Partidão, que continuo respeitando.
No segundo turno, votei com orgulho no candidato que viera do povo, o metalúrgico Lula. Perdeu para Fernando Collor de Mello, como se sabe, por artimanhas da política e resistência da sociedade, a imprensa inclusive.
Votei em Lula de novo na eleição seguinte, já no primeiro turno, mesmo simpatizando com o professor Fernando Henrique, e votei de novo em Lula e de novo até ele se eleger como representante do povo, e, depois, se reeleger.
Não, não me arrependo do voto que dei na época. Até agora Lula foi melhor, muito melhor que FHC.
Mas as artes da política - e a política é antes de tudo uma arte, assim definida pelo craque Nicolau Maquiavel - mudaram nosso companheiro.
Ao longo de dois mandatos, a pretexto de governar, com e para o povo, o companheiro Lula se afastou do povo, produziu (ele mesmo, sim) acordos espúrios, chutou a Constituição com suas medidas provisórias, acertou-se com o que há de pior no Congresso, nomeou o que há de mais nojento para alguns ministérios (Temporão, da Saúde, e Haddad, da Educação, não o absolvem), enfim, repetiu práticas de república bananeira.
Cansei-me, caros amigos.
A palha nas costas do camelo que sou, a gota d´água, o que restava de paciência foi se esgotando (como fadiga do material compreensão política) com vários episódios, até culminar com o caso Sarney, um notório bandido (vejam no You Tube: Maranhão 66, só pra começar).
Por fim, derrubado fiquei com a ida do companheiro às Alagoas, onde ele, patife político, abraçou-se, enlevou-se com Renan e - ele mesmo - Fernando Collor, o maior pulha da história da República brasileira. E olhem que conheço um pouco de história. Só não fiquei com saudade dos milicos porque deles não se deve ter saudade, apenas distância histórica. E que se mantenha distância deles.
Anfã, como diziam os árabes. Na alvorada da terceira idade, eu, velho sonhador, estou muito triste.
Um governante num sistema presidencialista precisa do Congresso para governar, mesmo obrigado a fazer certos e incertos acordos, concordo. Mas não pode se afastar do povo, pelo qual e para o qual existe.
Em nome do povo, nós, o companheiro Lula cuspiu em sua e na nossa biografia, chutou nossa inteligência, sentou-se em nossa paciência.
Não merecemos isso, "esse País" não merece.
Isso não é um choro arrependido nem declaração de voto no tucano Serra, que talvez agisse igualmente.
É só para dizer que o companheiro aceitou de vez o abraço do afogado com Sarney, Renan, Collor, PMDB e todos os seus picaretas.
É para dizer que Lula me deixa envergonhado.
O camarada Lênin o teria passado nas baionetas.
Não foi para isso que nossos irmãozinhos morreram nas ruas e nas matas, não foi para isso que nossos tios foram cassados e caçados, não foi para isso que muitos de nós demos muitos anos de nossa juventude, não é por isso que continuamos construindo nossa democracia.
É chato citar a Revolução dos Bichos, de Orwell (publicado aqui pelo milicos - traduzido pelo chefe de gabinete do Golbery, o capitão Heitor de Aquino Ferreira -, mas que depois voltou-se contra eles), mas hoje não sei mais quem é porco e quem é gente.
Prefiro lembrar o capitão Lamarca, de quem muita gente não gosta: Ousar lutar, ousar vencer.
Vamos que vamos.
Sonhar sempre vale a pena.
Grande abraço,
do amigo Jorjão, em homenagem a quem nos abraçou um dia e sempre, gente da estirpe do Graciliano Ramos, do Luiz Carlos Prestes, do marechal Floriano Peixoto, do Getúlio, do Dutra do "livrinho", do Juscelino, do Jango, do Gregório Bezerra, do Marighela, dos amigos do Araguaia, da Marina Silva, da Heloísa Helena, do Chico Mendes, do dr. Miguel "Arraia", do Francisco Julião, dos professores Sérgio Buarque, Chico de Oliveira, Florestan Fernandes, do dr. Walter Pecoits, dos doutores Vieira Neto, René Dotti, Raymundo Faoro, Lamartine Correia de Oliveira, José Carlos Dias, Heleno Fragoso, do dr. Ulisses Guimarães, dos democratas em geral e dos sonhadores em particular.
Suerte.
A maioria de vocês era muito jovem em 1989 (Gustavo, meu filho, tinha dez anos; imaginem minha idade) quando o País viveu sua primeira eleição direta para presidente da República (não custa lembrar que a palavra vem de res publica, do latim, coisa pública, do povo).
Aos fatos.
Era eleitor e, por sorte do destino, acompanhei o candidato Lula no segundo turno daquela eleição. Conheci boa parte do Brasil graças à besteira do jornal onde trabalhava, que me achou indicado como um sujeito capaz de equilibrar a cobertura, esta sempre pró-Collor. Não acho que tenha feito um belo trabalho, pois não tinha fontes fora daqui, era secado, não tinha esperteza et coetera. Mas fiz um trabalho decente.
Como eleitor, no primeiro turno votei, e não me arrependo, no candidato do Partido Comunista, o sr. Roberto Freire, hoje um notório malandro que jogou sua biografia ao lixo e coisa e tal. Votei no partido. Veio de Freire o PPS, mas ficou o velho Partidão, que continuo respeitando.
No segundo turno, votei com orgulho no candidato que viera do povo, o metalúrgico Lula. Perdeu para Fernando Collor de Mello, como se sabe, por artimanhas da política e resistência da sociedade, a imprensa inclusive.
Votei em Lula de novo na eleição seguinte, já no primeiro turno, mesmo simpatizando com o professor Fernando Henrique, e votei de novo em Lula e de novo até ele se eleger como representante do povo, e, depois, se reeleger.
Não, não me arrependo do voto que dei na época. Até agora Lula foi melhor, muito melhor que FHC.
Mas as artes da política - e a política é antes de tudo uma arte, assim definida pelo craque Nicolau Maquiavel - mudaram nosso companheiro.
Ao longo de dois mandatos, a pretexto de governar, com e para o povo, o companheiro Lula se afastou do povo, produziu (ele mesmo, sim) acordos espúrios, chutou a Constituição com suas medidas provisórias, acertou-se com o que há de pior no Congresso, nomeou o que há de mais nojento para alguns ministérios (Temporão, da Saúde, e Haddad, da Educação, não o absolvem), enfim, repetiu práticas de república bananeira.
Cansei-me, caros amigos.
A palha nas costas do camelo que sou, a gota d´água, o que restava de paciência foi se esgotando (como fadiga do material compreensão política) com vários episódios, até culminar com o caso Sarney, um notório bandido (vejam no You Tube: Maranhão 66, só pra começar).
Por fim, derrubado fiquei com a ida do companheiro às Alagoas, onde ele, patife político, abraçou-se, enlevou-se com Renan e - ele mesmo - Fernando Collor, o maior pulha da história da República brasileira. E olhem que conheço um pouco de história. Só não fiquei com saudade dos milicos porque deles não se deve ter saudade, apenas distância histórica. E que se mantenha distância deles.
Anfã, como diziam os árabes. Na alvorada da terceira idade, eu, velho sonhador, estou muito triste.
Um governante num sistema presidencialista precisa do Congresso para governar, mesmo obrigado a fazer certos e incertos acordos, concordo. Mas não pode se afastar do povo, pelo qual e para o qual existe.
Em nome do povo, nós, o companheiro Lula cuspiu em sua e na nossa biografia, chutou nossa inteligência, sentou-se em nossa paciência.
Não merecemos isso, "esse País" não merece.
Isso não é um choro arrependido nem declaração de voto no tucano Serra, que talvez agisse igualmente.
É só para dizer que o companheiro aceitou de vez o abraço do afogado com Sarney, Renan, Collor, PMDB e todos os seus picaretas.
É para dizer que Lula me deixa envergonhado.
O camarada Lênin o teria passado nas baionetas.
Não foi para isso que nossos irmãozinhos morreram nas ruas e nas matas, não foi para isso que nossos tios foram cassados e caçados, não foi para isso que muitos de nós demos muitos anos de nossa juventude, não é por isso que continuamos construindo nossa democracia.
É chato citar a Revolução dos Bichos, de Orwell (publicado aqui pelo milicos - traduzido pelo chefe de gabinete do Golbery, o capitão Heitor de Aquino Ferreira -, mas que depois voltou-se contra eles), mas hoje não sei mais quem é porco e quem é gente.
Prefiro lembrar o capitão Lamarca, de quem muita gente não gosta: Ousar lutar, ousar vencer.
Vamos que vamos.
Sonhar sempre vale a pena.
Grande abraço,
do amigo Jorjão, em homenagem a quem nos abraçou um dia e sempre, gente da estirpe do Graciliano Ramos, do Luiz Carlos Prestes, do marechal Floriano Peixoto, do Getúlio, do Dutra do "livrinho", do Juscelino, do Jango, do Gregório Bezerra, do Marighela, dos amigos do Araguaia, da Marina Silva, da Heloísa Helena, do Chico Mendes, do dr. Miguel "Arraia", do Francisco Julião, dos professores Sérgio Buarque, Chico de Oliveira, Florestan Fernandes, do dr. Walter Pecoits, dos doutores Vieira Neto, René Dotti, Raymundo Faoro, Lamartine Correia de Oliveira, José Carlos Dias, Heleno Fragoso, do dr. Ulisses Guimarães, dos democratas em geral e dos sonhadores em particular.
Suerte.
Ruy Castro, na Folha deste sábado (18)
Belo texto. Em minha modesta opinião, código penal chinês nessa gente.
Vamos esvaziar as prisões. Botar os pobres na rua. E chumbo nessa gente que nos rouba dinheiro e cidadania.
Que nem amebas
RIO DE JANEIRO - Antes dos Sarney, um clã notório por formação de quadrilha, digo, formação de família, foi o dos irmãos Frank e Jesse James, no velho oeste americano. O cinema os imortalizou em vários bangue-bangues.
Sim, eles eram apenas dois, mas a família se compunha também dos irmãos Quantrill e Ford, três ou quatro de cada um. Juntos, usando máscara e aquelas sugestivas capas de viagem chamadas guarda-pó, eles assaltavam trens, bancos e diligências -não para dar aos pobres, mas para dar para eles mesmos, que também eram pobres, até que, com tantos assaltos, deixaram de ser.
Os Sarney, compostos do patriarca Ribamar e vários filhos, se expandem numa legião de netos, sobrinhos, genros, noras e cunhados, todos com gordos empregos públicos. Como as amebas, que se dividem e se multiplicam, os Sarney incluem também as namoradas deles e até os irmãos delas, numa insaciável fome de vagas no Senado -vagas essas que, uma vez ocupadas, tornam-se "da família".
Embora pudessem se nomear uns aos outros, a dita conquista de espaços passa pelo crivo do Sarney mor, o qual cuida de que a família tenha também gente de fora, tipo cafeteiras e agaciéis, para garantir o funcionamento da ciranda. Que não se destina, evidentemente, à conservação desses empreguinhos, mas ao uso deles para o bom andamento dos negociões.
Um dia, Jesse James, o chefe da família, digo, da quadrilha, resolveu se aposentar. Sua cabeça estava a prêmio, e a recompensa por quem o entregasse, vivo ou morto, era polpuda. Bob Ford, um de seus asseclas, estava na pindaíba. Sabendo onde o ex-chefe morava, foi até lá e, disparando pela janela, matou-o pelas costas enquanto ele pendurava um quadro. Se Jesse tivesse se aferrado ao posto, conservando sua majestade, ninguém o trairia.
Vamos esvaziar as prisões. Botar os pobres na rua. E chumbo nessa gente que nos rouba dinheiro e cidadania.
Que nem amebas
RIO DE JANEIRO - Antes dos Sarney, um clã notório por formação de quadrilha, digo, formação de família, foi o dos irmãos Frank e Jesse James, no velho oeste americano. O cinema os imortalizou em vários bangue-bangues.
Sim, eles eram apenas dois, mas a família se compunha também dos irmãos Quantrill e Ford, três ou quatro de cada um. Juntos, usando máscara e aquelas sugestivas capas de viagem chamadas guarda-pó, eles assaltavam trens, bancos e diligências -não para dar aos pobres, mas para dar para eles mesmos, que também eram pobres, até que, com tantos assaltos, deixaram de ser.
Os Sarney, compostos do patriarca Ribamar e vários filhos, se expandem numa legião de netos, sobrinhos, genros, noras e cunhados, todos com gordos empregos públicos. Como as amebas, que se dividem e se multiplicam, os Sarney incluem também as namoradas deles e até os irmãos delas, numa insaciável fome de vagas no Senado -vagas essas que, uma vez ocupadas, tornam-se "da família".
Embora pudessem se nomear uns aos outros, a dita conquista de espaços passa pelo crivo do Sarney mor, o qual cuida de que a família tenha também gente de fora, tipo cafeteiras e agaciéis, para garantir o funcionamento da ciranda. Que não se destina, evidentemente, à conservação desses empreguinhos, mas ao uso deles para o bom andamento dos negociões.
Um dia, Jesse James, o chefe da família, digo, da quadrilha, resolveu se aposentar. Sua cabeça estava a prêmio, e a recompensa por quem o entregasse, vivo ou morto, era polpuda. Bob Ford, um de seus asseclas, estava na pindaíba. Sabendo onde o ex-chefe morava, foi até lá e, disparando pela janela, matou-o pelas costas enquanto ele pendurava um quadro. Se Jesse tivesse se aferrado ao posto, conservando sua majestade, ninguém o trairia.
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