Meu querido sobrinho Carlos Fernando decidiu ser filósofo e jurista.
Passou em direito na PUC. Passará em filosofia na gloriosa Federal.
Morro de inveja.
Também decidi, mas não sou nem uma coisa nem outra. Nem sei mais o que decidi.
Mas provoquei o Nando, certa vez, a ler Wittgenstein (nome de filósofo, talvez de centroavante da seleção austríaca, jamais de um garçom amigo).
Não tenho - pela idade avançada, paixão pela literatura, namoro com a ciência política (viu, Adriano?), amor desmesurado pela poesia - como atingir, alcançar Wittgenstein.
Nando chegará, lá para me ensinar? Ou chegará lá, para me ensinar? Ou chegará lá para me ensinar?
Nando me ensinará. Espero estar vivo.
Quando eu for rico, dois pontos: vou ouvir jazz, tomar o velho Jack e ler Wittgenstein.
Há um livro - que não comprei, pelo preço - da briga de Witt com Carl - num debate acadêmico, sobre ameaçar o adversário com um atiçador. Witt perdeu porque perdeu a cabeça? Ou ganhou porque perdeu a cabeça? Mas perdeu a cabeça.
Filósofo perde a cabeça?
Sócrates encontrou a sua ao morrer devagarinho.
Anfã, para o Nando, o bom e velho Witt, com tradução (confiabilíssima) do mestre José Arthur Gioanotti.--
TRACTATUS LOGICO-PHILOSOPHICUS DE WITTGENSTEIN (1918/1921)
Trad .José Arthur Gianotti
Sinopse feita por Rogel Samuel
O mundo
1 - O mundo é tudo o que ocorre.
1.1 - O mundo é o conjunto dos fatos, não das coisas.
1.11 - O mundo é determinado pelos fatos, estes fatos sendo a totalidade dos fatos.
1. 12 - Porque a totalidade dos fatos determina aquilo que ocorre e também aquilo que não ocorre.
1. 13 - Os fatos, no espaço lógico, constituem o mundo.
1. 2 - O mundo se decide em fatos.
1. 21 - Algo pode ocorrer ou não ocorrer e todo o resto permanecer igual.
2 - O que ocorre, o fato, é a existência de estados de coisas.
2.01 - O estado de coisas é uma ligação de objetos (entidades, coisas).
2.011 - É essencial para a coisa poder ser parte integrante de um estado de coisas.
2.012 - Em lógica nada é acidental: se a coisa pode aparecer dentro de um estado de coisas é necessário que a possibilidade do estado de coisas esteja previamente inscrito na coisa.
Os objetos
2.02 - O objeto é simples.
2.0201 - Cada enunciado sobre complexos se sobre complexos pode decompor em um enunciado proposições que descrevem integralmente os complexos.
suas partes constitutivas e naquelas
2.021 - Os objetos formam a substância do mundo. Eis porque não podem ser compostos.
2.0211 - Se o mundo não tivesse ponto de substância, o fato de saber se uma proposição tem sentido dependeria de saber se outra proposição é verdadeira.
2.0212 - Seria impossível de projetar uma imagem do mundo, verdadeira ou falsa.
2.022 - É evidente que tão diferente que pudesse ser do mundo real um mundo imaginário ele deve ainda assim ter alguma coisa de comum -- uma forma -- com o mundo real.
2.023 - Esta forma estável consiste em objetos.
2. 0231 - A substância do mundo só pode determinar uma forma, e não propriedades materiais já que estas propriedades materiais são representadas pelas proposições, formadas pela configuração dos objetos.
2.0232 - Seja dito de passagem: os objetos são incolores.
Os estados de coisas
2.03 - No estado de coisas os objetos se ligam uns aos outros como elos
de uma cadeia.
2.031 - No estado de coisas os objetos se comportam uns em relação aos outros de uma maneira determinada.
2.032 - A maneira pela qual os objetos se ligam no estado de coisas constitui a estrutura do estado de coisas.
2.033 - A forma é a possibilidade da estrutura.
2.034 - A estrutura do fato consiste nas estruturas dos estados de coisas.
2.04 - A totalidade dos estados de coisas existentes é o mundo.
2.05 - A totalidade dos estados de coisas existentes determina igualmente que tipos de estados de coisas não existem.
2.06 - A existência e a inexistência de estados de coisas constituem a realidade.
(A existência de estados de coisas nós a chamamos também de fato positivo, sua inexistência de fato negativo.)
2.061 - Os estados de coisas são independentes uns dos outros.
2.062 - Da existência ou não-existência de um estado de coisas não
é possível concluir a existência ou não-existência de outro.
2.063 - A realidade total é o mundo.
A imagem
2.1 - Nós nos fazemos imagens dos fatos.
2.11 - A imagem representa o fato no espaço lógico, a existência e a não-existência dos estados de coisas.
2.12 - A imagem é uma transposição da realidade.
2.13 - Na imagem os elementos da imagem correspondem aos objetos.
2.14 - A imagem reside no fato de que seus elementos têm ligações determinadas uns com os outros.
2.141 - A imagem é um fato.
2.15 - O fato de que os elementos da imagem têm ligações determinadas uns com os outros se relaciona ao fato de que as coisas se comportam da mesma maneira umas com as outras.
Esta conexão dos elementos da imagem nós a chamamos sua estrutura, e a possibilidade dela sua forma de representação.
2.151 - A forma da representação é a possibilidade de que as coisas se comportem umas com as outras como os elementos da imagem.
2.1511 - A imagem se enlaça com a realidade; ela a atinge.
2.1512 - É como um padrão de medida que se aplica à realidade.
2.15121 - Somente os pontos extremos dos traços que dividem a superfície estão em contato com o objeto a medir.
2.1513 - Segundo esta concepção, pertence igualmente à imagem a relação de representação que a torna uma imagem.
2.1514 - A relação de representação é constituída pelo modo por que os elementos da imagem se coordenam com as coisas.
2.1515 - Estas coordenações são espécies de antenas dos elementos da imagem, pelas quais as imagens entram em contato com a realidade.
2.16 - O fato de ser imagem implica que haja alguma coisa comum entre a imagem e aquilo que ela representa.
2.161 - É necessário que na imagem e naquilo que ela representa haja qualquer coisa de idêntico, para que uma possa:ser uma imagem do outro no sentido preciso do termo.
2.17 - Aquilo que a imagem deve ter de comum a fim de que a possa representar à sua maneira com é a forma da representação.
2.171 - A imagem pode representar cada realidade da qual ela tem a forma A imagem entendida no espaço pode representar tudo o que é espacial, a imagem colorida tudo o que é colorido etc.
2.172 - Entretanto a imagem não pode representar sua própria forma de representação: ela apenas a mostra.
2.173 - A imagem representa seu objeto de fora (seu ponto de vista constitui sua forma de representação); eis por que a imagem representa o objeto de modo justo ou falso.
2.174 - A imagem, porém, não poderia representar-se fora de sua forma de representação.
2.18 - Aquilo que cada imagem, de qualquer maneira que seja, deve ter em comum com a realidade, para absolutamente podê-la representar -justamente ou falsamente -- é a fforma lógica, isto é, a forma da realidade.
2.181 - Se a forma da representação é a forma lógica, a imagem se chama imagem lógica.
2.182 - Toda imagem é também uma imagem lógica (entretanto, nem toda imagem
é espacial).
2.19 - A imagem lógica pode representar o mundo.
2.2 - A imagem tem em comum com o objeto representado a forma lógica da representação.
2.201 - A imagem representa a realidade porque ela representa uma possibilidade de existência e de não-existência de estados de coisas.
2.202 - A imagem representa uma possibilidade de estado de coisas no espaço lógico.
2.203 - A imagem contém a possibilidade do estado de coisas que ela representa.
2.21 - A imagem concorda ou não com a realidade: ela é fiel ou infiel, verdadeira ou falsa.
2.22 - A imagem representa aquilo que ela representa independentemente de sua verdade ou de sua falsidade; por meio de sua forma de representação.
2.221 - Aquilo que a imagem representa constitui seu sentido.
2.222 - No acordo ou no desacordo do sentido da imagem consiste sua verdade ou sua falsidade.
O signo proposicional
3. A imagem lógica dos fatos constitui o pensamento.
3.001 - "Um estado de coisas é pensável" significa: nos podemos fazer-nos dele uma imagem.
3.01 - A totalidade dos pensamentos verdadeiros constitui uma imagem do mundo.
pensamento.
3.02 - O pensamento contém a possibilidade do estado de coisas que ele pensa. O que é pensável é igualmente possível.
3.03 - Nos não poderíamos pensar nada ilógico porque dessa forma teríamos de pensar ilogicamente.
3.031 - Alguém disse que Deus poderia tudo criar menos aquilo que contrariasse as leis lógicas. Com efeito, nós não poderíamos dizer como seria um mundo "ilógico".
3.12 - Chamo signo proposicional ao signo pelo qual exprimimos o pensamento.
3.144 - É possível descrever situações, impossível entretanto nomeá-las. (Os nomes são como pontos; as proposições são como flechas, elas têm um sentido).
3.202 - Os signos simples empregados nas preposições são chamados nomes.
3.221 - Eu não posso nomear os objetos. Os signos os representam. Eu só posso falar dos objetos. Eu não saberia pronunciá-los. Uma proposição só pode dizer de uma coisa como ela é, não o que ela é.
4.001 - A totalidade das proposições é a linguagem.
4.023 - Por meio da proposição a realidade é fixada enquanto sim ou enquanto não. A realidade é completamente descrita por ela. Assim como a descrição de um objeto se dá segundo as suas propriedade externas, a proposição descreve a realidade segundo suas propriedades internas. A proposição constrói o mundo com a ajuda de andaimes lógicos.
4.116 - Em geral tudo o que pode ser pensado o pode ser claramente. Tudo o que se deixa exprimir, deixa-se claramente.
4.12 - A proposição pode representar a realidade inteira, mas não pode representar o que ela deve ter em comum com a realidade para poder representá-la -- a forma lógica.
Para podermos representar a forma lógica seria preciso nos colocar, com a proposição, fora da lógica; a saber, fora do mundo. O que se exprime na linguagem não podemos expressar por meio dela. A proposição mostra a forma lógica da realidade. Ela a exibe.
4.1212 - O que pode ser mostrado não pode ser dito.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Hebe Camargo forévis
Cresci jogando bola, apanhando na rua, lendo os livros da biblioteca juvenil da Biblioteca Pública do Paraná e assistindo à TV (um fantástico aparelho Semp PB), que permitiu-me curtir a boa música brasileira pelos festivais - da Excelsior, Record, Globo (por esta o velho e finado Festival Internacional da Canção, de Sabiá e Pra não dizer que não falei de (ou foi das?) flores).
Minha velha e boa mãe já conhecia Hebe Camargo canora (cantora, animal!). Conheci-a apresentadora de TV e, num festival da Record, cantora (canora).
Foi vaiada feito um bicho.
Dias depois, em seu dela programa, foi aplaudida de pé. É que a música era ruim mesmo, e a Hebe era a Hebe.
Ela é um patrimônio nacional - mesmo para mim, que não assisto (mais) ao seu programa.
Vejo/leio que foi operada para retirar um tumor do esôfago, estômago, sei lá com cincunflexo.
Vai escapar.
Hebe tem 80 anos de vida.
Você, que nasceu em meados dos 50 do século anterior, não tem a impressão, sensação, certeza de que Hebe, como os deuses, sempre existiu, sempre esteve, sempre está e sempre estará acima da finitude da vida?
Sei lá: para mim, desde que me entendo por gente, de qualquer jeito sempre tenho Hebe por perto, mesmo que não a procure.
Você, coroa, não acha que Hebe Camargo sempre existiu e, portanto, é imortal?
Meu amor Sonia acrescenta Silvio Santos, Chico Anísio e Dercy (morreu?). E o Pelé?
Tudo passa. Menos Hebe Camargo.
Queira você, telespectador;queira você, marxista, Hebe sempre existiu e sempre existirá.
Ela é anterior, contemporânea e posterior a você.
Não há você, não há Brasil sem Hebe Camargo.
Hebe forévis.
Minha velha e boa mãe já conhecia Hebe Camargo canora (cantora, animal!). Conheci-a apresentadora de TV e, num festival da Record, cantora (canora).
Foi vaiada feito um bicho.
Dias depois, em seu dela programa, foi aplaudida de pé. É que a música era ruim mesmo, e a Hebe era a Hebe.
Ela é um patrimônio nacional - mesmo para mim, que não assisto (mais) ao seu programa.
Vejo/leio que foi operada para retirar um tumor do esôfago, estômago, sei lá com cincunflexo.
Vai escapar.
Hebe tem 80 anos de vida.
Você, que nasceu em meados dos 50 do século anterior, não tem a impressão, sensação, certeza de que Hebe, como os deuses, sempre existiu, sempre esteve, sempre está e sempre estará acima da finitude da vida?
Sei lá: para mim, desde que me entendo por gente, de qualquer jeito sempre tenho Hebe por perto, mesmo que não a procure.
Você, coroa, não acha que Hebe Camargo sempre existiu e, portanto, é imortal?
Meu amor Sonia acrescenta Silvio Santos, Chico Anísio e Dercy (morreu?). E o Pelé?
Tudo passa. Menos Hebe Camargo.
Queira você, telespectador;queira você, marxista, Hebe sempre existiu e sempre existirá.
Ela é anterior, contemporânea e posterior a você.
Não há você, não há Brasil sem Hebe Camargo.
Hebe forévis.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Seção de cartas
Se e quando eu tiver um jornal, publicarei cartas em duas seções: uma ao jornal, para os articulistas amadores, e outra aos destinatários dos escribas.
Como esta, que coloquei nos saites da Sadia e da Perdigão, que, pra quem não sabe, comprou a Sadia. Leia-se, ao fundo, os fundos de pensão e gente que tem grana pra aplicar.
Aos fatos.
--
Caros srs.:
O restaurante dos funcionários da Sadia em Curitiba é um péssimo exemplo de falta de respeito e de higiene. Fica na Rua Mauá, 767, no Alto da Glória (em frente à casa de Osni Bermudes, já falecido, um ícone da cultura da cidade).
A caçamba de lixo do restaurante está sempre aberta e abarrotada. Sacos enormes estão caídos e invariavelmente mal fechados.
O chorume escorre pela calçada. O fedor é insuportável, além do que a calçada está perigosamente escorregadia.
O lixo a céu aberto atrai cães e ratos. O restaurante não deve nem ter caixa de gordura, pois ela está toda ali, escorrendo.
Impossível passar a pé por ali quando o lixo está "depositado" na caçamba.
Seu pessoal é porco. O restaurante deve ser um lixo igual ao que vocês colocam e deixam no passeio.
Sei da origem do nome Sadia, que nada tem a ver com saúde, mas vocês devem dar exemplo. Sei que a Sadia agora é da Perdigão. Mas se vocês trabalham e dão empregos em minha cidade, devem dar exemplo.
Favela com esgoto a céu aberto e corredor de galeria de presídio cheiram melhor que a frente da casa de vocês.
Nunca mais comprarei produtos Sadia e irei ao Ministério Público para que ingresse com ação civil pública contra a empresa de alimentos porcalhona.
O responsável pelo restaurante de vocês (nada contra os funcionários que trabalham ali perto, almoçam na casa e saem do local arrotando e palitando os dentes, com desrespeito ao curitibano e à empresa que lhes paga o salário) deve ser enquadrado para deixar de ser imundo e mal-educado.
Onde se viu uma Sadia da vida entulhar a rua de lixo, emporcalhar toda a calçada?
Além do mais, vizinhas de vocês há duas clinicas e um consultório dentário. E a Sadia fedendo e chamando doença.
Que vergonha.
Vocês precisam de um ouvidor.
Pesquisem a história de Curitiba, exemplo de limpeza e civilidade.
A imagem da Sadia virou lixo nesse caro pedacinho de Curitiba. Emendem-se e tragam um feliz ano novo para o Alto da Glória.
Como esta, que coloquei nos saites da Sadia e da Perdigão, que, pra quem não sabe, comprou a Sadia. Leia-se, ao fundo, os fundos de pensão e gente que tem grana pra aplicar.
Aos fatos.
--
Caros srs.:
O restaurante dos funcionários da Sadia em Curitiba é um péssimo exemplo de falta de respeito e de higiene. Fica na Rua Mauá, 767, no Alto da Glória (em frente à casa de Osni Bermudes, já falecido, um ícone da cultura da cidade).
A caçamba de lixo do restaurante está sempre aberta e abarrotada. Sacos enormes estão caídos e invariavelmente mal fechados.
O chorume escorre pela calçada. O fedor é insuportável, além do que a calçada está perigosamente escorregadia.
O lixo a céu aberto atrai cães e ratos. O restaurante não deve nem ter caixa de gordura, pois ela está toda ali, escorrendo.
Impossível passar a pé por ali quando o lixo está "depositado" na caçamba.
Seu pessoal é porco. O restaurante deve ser um lixo igual ao que vocês colocam e deixam no passeio.
Sei da origem do nome Sadia, que nada tem a ver com saúde, mas vocês devem dar exemplo. Sei que a Sadia agora é da Perdigão. Mas se vocês trabalham e dão empregos em minha cidade, devem dar exemplo.
Favela com esgoto a céu aberto e corredor de galeria de presídio cheiram melhor que a frente da casa de vocês.
Nunca mais comprarei produtos Sadia e irei ao Ministério Público para que ingresse com ação civil pública contra a empresa de alimentos porcalhona.
O responsável pelo restaurante de vocês (nada contra os funcionários que trabalham ali perto, almoçam na casa e saem do local arrotando e palitando os dentes, com desrespeito ao curitibano e à empresa que lhes paga o salário) deve ser enquadrado para deixar de ser imundo e mal-educado.
Onde se viu uma Sadia da vida entulhar a rua de lixo, emporcalhar toda a calçada?
Além do mais, vizinhas de vocês há duas clinicas e um consultório dentário. E a Sadia fedendo e chamando doença.
Que vergonha.
Vocês precisam de um ouvidor.
Pesquisem a história de Curitiba, exemplo de limpeza e civilidade.
A imagem da Sadia virou lixo nesse caro pedacinho de Curitiba. Emendem-se e tragam um feliz ano novo para o Alto da Glória.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
2010 vem aí
Calma, gente.
O ano ainda não acabou.
Quem diz que pra mim ou pra você haverá 2010?
Respire fundo e siga teu caminho.
O Universo continua seu inevitável caminho.
Com você e ou comigo.
Sem migo e sem tigo.
O que você pensa que é, afinal?
Se aquiete, respire e espere.
Há um ano novo pra você?
Pro mundo, pro Universo, é só a máquina que gira
É só a música das esferas.
O ano ainda não acabou.
Quem diz que pra mim ou pra você haverá 2010?
Respire fundo e siga teu caminho.
O Universo continua seu inevitável caminho.
Com você e ou comigo.
Sem migo e sem tigo.
O que você pensa que é, afinal?
Se aquiete, respire e espere.
Há um ano novo pra você?
Pro mundo, pro Universo, é só a máquina que gira
É só a música das esferas.
domingo, 20 de dezembro de 2009
Todo por ganar
Como o Yahoo bloqueia meu envio, achando que sou um spam-man, publico aqui.
Quem aparecer, aproveite.
Escrito na camiseta de Piqué, do Barcelona, após a conquista do título mundial:
"Todo ganado. Todo por ganar".
É o que desejo procês, do fundo do coração.
Lá vem 2010.
Que seja brabo, porque aqui tem.
Suerte, amigos.
Quem aparecer, aproveite.
Escrito na camiseta de Piqué, do Barcelona, após a conquista do título mundial:
"Todo ganado. Todo por ganar".
É o que desejo procês, do fundo do coração.
Lá vem 2010.
Que seja brabo, porque aqui tem.
Suerte, amigos.
A morte e a morte de Federico
Tirado do El País, o melhor jornal do mundo
O maior poeta de língua espanhola de sempre e um dos maiores do mundo em todos os tempos nasceu em 5 de junho de 1898, na localidade de Fuente Vaqueros, na região de Granada, sul da Espanha. Foi fuzilado na Guerra de Espanha (é o que chamam lá; para nós, foi a guerra civil espanhola; leiam "Metade da Espanha Morreu", de Herbert Matthews, e/ou assistam a "Terra e Liberdade", de Ken Loach).
Tenho tudo - acho que - que ele publicou, presente de meu pai.
Lorca foi assassinado pelos franquistas - sempre acreditei -, mas agora surge uma nova teoria. A história caminha lentamente e um dia nos contará o que foi a história. De todo modo, mataram o poeta. Não se mata, nunca, um poeta. Federico forévis.
Manuel Castilla, Manolillo El Comunista, era camarero. Antes de eso, había hecho unos trabajos de enterrador. Y habría pasado totalmente desapercibido para la historia si no hubiera llevado tres veces a dos hombres al lugar al que deseaban ir por encima de cualquier otra cosa: la fosa de Federico García Lorca. Al primero, en 1956. Se llamaba Agustín Penón y había viajado desde EE UU a Alfacar para averiguar todo cuanto pudiera sobre la muerte del poeta. Al segundo, Ian Gibson, en 1966 y en 1976. Penón quiso pagarle y Manuel Castilla se negó. "No me pidió dinero", explicó el jueves Gibson, ante la inminencia del desengaño. Un equipo de arqueólogos ha buscado en ese lugar durante 47 días a Federico García Lorca y no lo ha encontrado. Ni rastro del poeta, ni huellas de un enterramiento. O Manolo El Comunista mintió o se equivocó. Tres veces.
O sobrevivió...
"¿Me mintió o se equivocó?" Es la duda que atormenta a Gibson
El hombre que se jactó de haber matado a Lorca era de la familia
"La Casa de Bernarda Alba' fue la gota que colmó el vaso", dice Caballero
Es la duda que ahora atormenta a un investigador que ha construido 45 años de trabajo sobre aquel paseo con el camarero que decía haber enterrado a Lorca. Él cree que no le mintió: "No ganaba nada", explica. También le creyó Agustín Penón porque después de escuchar durante dos años de investigación todo tipo de teorías sobre las circunstancias y el lugar de la muerte del poeta -incluida la del hombre que fue a detenerlo a casa de los Rosales, Ramón Ruiz Alonso- se quedó con el testimonio de Manuel Castilla por encima de cualquier otro. La fuente no podía ser más directa, era el hombre que había enterrado los cuerpos.
Pero Lorca no está allí. Puede yacer a escasísimos metros del lugar donde lo han estado buscando durante mes y medio o puede estar muy lejos, en Madrid, enterrado junto al verdugo en el Valle de los Caídos. La exhumación sin éxito en Alfacar ha resucitado todas las teorías sobre la muerte del poeta. Son muchas y llevan 73 años alimentando un mito. Y ahora, ¿dónde estás, Federico?
Quizás la alternativa más sólida al lugar que hasta ahora parecía más seguro (donde se construyó el parque Federico García Lorca, el que señaló Manolo El Comunista) es la que dice que fue enterrado en un paraje llamado El Caracolar. Incluso tiene categoría jurídica, aunque sólo sea porque el juez de la Audiencia Nacional Baltasar Garzón la tuvo sobre su mesa cuando decidió abrir una causa contra el franquismo y ordenar la apertura de fosas de la Guerra Civil, entre ellas la de Lorca. Está a sólo 430 metros del lugar donde los arqueólogos han estado buscando el pasado mes y medio.
"Yo estoy convencido de que está ahí. Ya sabía que no iban a encontrar nada en Alfacar", cuenta, ufano, Francisco González Arroyo, historiador y ex presidente de la Asociación para la Recuperación de la Memoria Histórica de Granada, la que ha impulsado la apertura de la fosa. "Me baso en mi propia investigación y en los testimonios recogidos por Agustín Penón y Eduardo Molina Fajardo
[falangista autor del libro Los últimos días de Federico García Lorca]. El que indica este lugar es un testigo de los fusilamientos, que vivía en Las Colonias
[la casa habilitada como prisión donde Lorca pasó sus últimas horas de vida]".
"Se llamaba Valentín Huete. Vivía en Las Colonias con su mujer, Carmen, y veía el trajín de víctimas entrando y saliendo para ser fusilados. Cuando entraba un pez gordo, es decir, un catedrático por ejemplo, se enteraba y aquel día sí que era alguien muy gordo. Yo le había preguntado varias veces dónde estaba Federico y él siempre me decía: 'niño, yo de esas cosas no puedo hablar', hasta que un día, de tanto insistir me dijo: 'en aquellos olivillos que hay delante de El Caracolar", relata González Arroyo.
Casi todas las teorías alternativas señalan lugares muy próximos al sitio donde han estado buscando, como El Caracolar o el barranco de Víznar, donde hay enterrados cerca de 3.000 fusilados.
A El Caracolar también se dirigió Eduardo Molina Fajardo, falangista, periodista y director de diario Patria, cuyo primer número salió el 29 de agosto de 1936, apenas diez días después del asesinato de Lorca. Molina Fajardo defendió hasta su muerte que los falangistas no habían tenido nada que ver en la muerte de Federico Gacía Lorca.
El investigador Miguel Caballero cree, sin embargo, que en el desenlace final de la detención de Lorca tuvo mucho que ver que aquel día sustituía al gobermador civil de Granada, José Valdés Guzmán, camisa vieja de Falange, el teniente coronel Velasco. "Le tenía ganas por el Romance de la Guardia Civil", añade.
Caballero es autor junto a Pilar Góngora de otro libro con una nueva tesis sobre la muerte del poeta con el ambicioso título de La verdad sobre el asesinato de García Lorca. Historia de una familia", que inspiró el documental Lorca, el mar deja de moverse, de Emilio Ruiz Barrachina. Según esta investigación, el caso de Lorca no fue diferente al de otros tantos al principio del conflicto, cuando el levantamiento militar fue utilizado como un método para zanjar viejas rencillas por lindes de tierras con denuncias falsas y fatales.
"Yo estaba investigando cómo el padre de Lorca había construido su patrimonio en los protocolos notariales, para lo que necesitamos un poder notarial de la famila Lorca y cuatro años de trabajo. Iba a ser una tesis pero se convirtió en algo más. Hasta el punto de que descubrimos que el asesinato de Lorca se debió a las rencillas familiares que tenían por temas económicos", revela.
Para elaborar esta teoría de la conspiración familiar en el asesinato del poeta, el investigador se remontó al siglo XVIII. Los Lorca, los Roldán y los Alba eran familias de labradores con aspiraciones, querían ser propietarios de los terrenos. Con la decadencia de la aristocracia pudieron comprarlos, pero tuvieron que unirse para pagarlos y para ello establecían matrimonios de conveniencia entre ellos para ampliar el patrimonio. Se convirtieron en una sola familia, en un clan. Pero en los años 20 y 30, llega el momento de dividirse las tierras y empiezan las rencillas", relata.
Además, estaba la división ideológica. El padre de Federico Gacía Lorca era un terrateniente, pero liberal. Y los Roldán y los Alba, conservadores. "Cuando el padre de Federico se presentó a las elecciones por el Partido Liberal para ser concejal en el Ayuntamiento de Granada, los Roldán entraron pistola en mano en el colegio electoral, echaron a todo el mundo fuera y llenaron las urnas de papeletas. Tuvieron que anular las elecciones, claro. Además, Horacio Roldán y Federico iban juntos a la Universidad a estudiar Derecho. Horacio estudiaba mucho, pero Federico era el niño bonito de Fernando de los Ríos y la envidia que le tenía era atroz".
Un cúmulo de agravios y rencillas entre estas familias condujo al asesinato de Lorca, según esta versión. "La gota que colmó el vaso fue La casa de Bernarda Alba -que Lorca terminó de escribir poco antes de su muerte-. Esa venganza literaria de Lorca fue el desencadenante directo de la detención de Federico", añade Caballero.
Y aquí entra Juan Luis Trescastro, el hombre que se jactó en un bar de Granada de haber matado al poeta: "Acabamos de quitar de en medio a García Lorca y le hemos dado el tiro de gracia en el culo, por maricón". Trescastro estaba casado con una prima del padre de Lorca y era el padrino de la hija mayor de Ramón Ruiz Alonso, que manejaba las temibles Escuadras negras y acude a detener a Lorca a casa de los Rosales. El asesinato de Lorca se debió a rencillas familiares", concluye Caballero.
La excavación en Alfacar sí parece haber descartado, sin embargo, que la familia Lorca hubiera enviado a alguien a recoger el cuerpo del poeta porque los expertos no han hallado indicios de que allí hubiera habido enteerramientos.
Caballero piensa que Lorca podría haber sido trasladado al Valle de los Caídos. "No se puede descartar. En Granada se abrieron fosas para trasladar cuerpos al Valle de los Caídos y la de Lorca pudo ser una de ellas". No es el único que piensa en esta hipótesis, ni tampoco en lamentar la imposibilidad, de momento, de comprobarlo.
Todo parece posible. Ahora más que nunca. "Me pregunto si existe alguna manera eficaz de llegar al fondo de este asesinato. No. Creo que no la hay. El secreto de esta muerte se irá a la tumba con los pocos que lo conocen", escribió Penón. Ha pasado más de medio siglo desde entonces.
O maior poeta de língua espanhola de sempre e um dos maiores do mundo em todos os tempos nasceu em 5 de junho de 1898, na localidade de Fuente Vaqueros, na região de Granada, sul da Espanha. Foi fuzilado na Guerra de Espanha (é o que chamam lá; para nós, foi a guerra civil espanhola; leiam "Metade da Espanha Morreu", de Herbert Matthews, e/ou assistam a "Terra e Liberdade", de Ken Loach).
Tenho tudo - acho que - que ele publicou, presente de meu pai.
Lorca foi assassinado pelos franquistas - sempre acreditei -, mas agora surge uma nova teoria. A história caminha lentamente e um dia nos contará o que foi a história. De todo modo, mataram o poeta. Não se mata, nunca, um poeta. Federico forévis.
Manuel Castilla, Manolillo El Comunista, era camarero. Antes de eso, había hecho unos trabajos de enterrador. Y habría pasado totalmente desapercibido para la historia si no hubiera llevado tres veces a dos hombres al lugar al que deseaban ir por encima de cualquier otra cosa: la fosa de Federico García Lorca. Al primero, en 1956. Se llamaba Agustín Penón y había viajado desde EE UU a Alfacar para averiguar todo cuanto pudiera sobre la muerte del poeta. Al segundo, Ian Gibson, en 1966 y en 1976. Penón quiso pagarle y Manuel Castilla se negó. "No me pidió dinero", explicó el jueves Gibson, ante la inminencia del desengaño. Un equipo de arqueólogos ha buscado en ese lugar durante 47 días a Federico García Lorca y no lo ha encontrado. Ni rastro del poeta, ni huellas de un enterramiento. O Manolo El Comunista mintió o se equivocó. Tres veces.
O sobrevivió...
"¿Me mintió o se equivocó?" Es la duda que atormenta a Gibson
El hombre que se jactó de haber matado a Lorca era de la familia
"La Casa de Bernarda Alba' fue la gota que colmó el vaso", dice Caballero
Es la duda que ahora atormenta a un investigador que ha construido 45 años de trabajo sobre aquel paseo con el camarero que decía haber enterrado a Lorca. Él cree que no le mintió: "No ganaba nada", explica. También le creyó Agustín Penón porque después de escuchar durante dos años de investigación todo tipo de teorías sobre las circunstancias y el lugar de la muerte del poeta -incluida la del hombre que fue a detenerlo a casa de los Rosales, Ramón Ruiz Alonso- se quedó con el testimonio de Manuel Castilla por encima de cualquier otro. La fuente no podía ser más directa, era el hombre que había enterrado los cuerpos.
Pero Lorca no está allí. Puede yacer a escasísimos metros del lugar donde lo han estado buscando durante mes y medio o puede estar muy lejos, en Madrid, enterrado junto al verdugo en el Valle de los Caídos. La exhumación sin éxito en Alfacar ha resucitado todas las teorías sobre la muerte del poeta. Son muchas y llevan 73 años alimentando un mito. Y ahora, ¿dónde estás, Federico?
Quizás la alternativa más sólida al lugar que hasta ahora parecía más seguro (donde se construyó el parque Federico García Lorca, el que señaló Manolo El Comunista) es la que dice que fue enterrado en un paraje llamado El Caracolar. Incluso tiene categoría jurídica, aunque sólo sea porque el juez de la Audiencia Nacional Baltasar Garzón la tuvo sobre su mesa cuando decidió abrir una causa contra el franquismo y ordenar la apertura de fosas de la Guerra Civil, entre ellas la de Lorca. Está a sólo 430 metros del lugar donde los arqueólogos han estado buscando el pasado mes y medio.
"Yo estoy convencido de que está ahí. Ya sabía que no iban a encontrar nada en Alfacar", cuenta, ufano, Francisco González Arroyo, historiador y ex presidente de la Asociación para la Recuperación de la Memoria Histórica de Granada, la que ha impulsado la apertura de la fosa. "Me baso en mi propia investigación y en los testimonios recogidos por Agustín Penón y Eduardo Molina Fajardo
[falangista autor del libro Los últimos días de Federico García Lorca]. El que indica este lugar es un testigo de los fusilamientos, que vivía en Las Colonias
[la casa habilitada como prisión donde Lorca pasó sus últimas horas de vida]".
"Se llamaba Valentín Huete. Vivía en Las Colonias con su mujer, Carmen, y veía el trajín de víctimas entrando y saliendo para ser fusilados. Cuando entraba un pez gordo, es decir, un catedrático por ejemplo, se enteraba y aquel día sí que era alguien muy gordo. Yo le había preguntado varias veces dónde estaba Federico y él siempre me decía: 'niño, yo de esas cosas no puedo hablar', hasta que un día, de tanto insistir me dijo: 'en aquellos olivillos que hay delante de El Caracolar", relata González Arroyo.
Casi todas las teorías alternativas señalan lugares muy próximos al sitio donde han estado buscando, como El Caracolar o el barranco de Víznar, donde hay enterrados cerca de 3.000 fusilados.
A El Caracolar también se dirigió Eduardo Molina Fajardo, falangista, periodista y director de diario Patria, cuyo primer número salió el 29 de agosto de 1936, apenas diez días después del asesinato de Lorca. Molina Fajardo defendió hasta su muerte que los falangistas no habían tenido nada que ver en la muerte de Federico Gacía Lorca.
El investigador Miguel Caballero cree, sin embargo, que en el desenlace final de la detención de Lorca tuvo mucho que ver que aquel día sustituía al gobermador civil de Granada, José Valdés Guzmán, camisa vieja de Falange, el teniente coronel Velasco. "Le tenía ganas por el Romance de la Guardia Civil", añade.
Caballero es autor junto a Pilar Góngora de otro libro con una nueva tesis sobre la muerte del poeta con el ambicioso título de La verdad sobre el asesinato de García Lorca. Historia de una familia", que inspiró el documental Lorca, el mar deja de moverse, de Emilio Ruiz Barrachina. Según esta investigación, el caso de Lorca no fue diferente al de otros tantos al principio del conflicto, cuando el levantamiento militar fue utilizado como un método para zanjar viejas rencillas por lindes de tierras con denuncias falsas y fatales.
"Yo estaba investigando cómo el padre de Lorca había construido su patrimonio en los protocolos notariales, para lo que necesitamos un poder notarial de la famila Lorca y cuatro años de trabajo. Iba a ser una tesis pero se convirtió en algo más. Hasta el punto de que descubrimos que el asesinato de Lorca se debió a las rencillas familiares que tenían por temas económicos", revela.
Para elaborar esta teoría de la conspiración familiar en el asesinato del poeta, el investigador se remontó al siglo XVIII. Los Lorca, los Roldán y los Alba eran familias de labradores con aspiraciones, querían ser propietarios de los terrenos. Con la decadencia de la aristocracia pudieron comprarlos, pero tuvieron que unirse para pagarlos y para ello establecían matrimonios de conveniencia entre ellos para ampliar el patrimonio. Se convirtieron en una sola familia, en un clan. Pero en los años 20 y 30, llega el momento de dividirse las tierras y empiezan las rencillas", relata.
Además, estaba la división ideológica. El padre de Federico Gacía Lorca era un terrateniente, pero liberal. Y los Roldán y los Alba, conservadores. "Cuando el padre de Federico se presentó a las elecciones por el Partido Liberal para ser concejal en el Ayuntamiento de Granada, los Roldán entraron pistola en mano en el colegio electoral, echaron a todo el mundo fuera y llenaron las urnas de papeletas. Tuvieron que anular las elecciones, claro. Además, Horacio Roldán y Federico iban juntos a la Universidad a estudiar Derecho. Horacio estudiaba mucho, pero Federico era el niño bonito de Fernando de los Ríos y la envidia que le tenía era atroz".
Un cúmulo de agravios y rencillas entre estas familias condujo al asesinato de Lorca, según esta versión. "La gota que colmó el vaso fue La casa de Bernarda Alba -que Lorca terminó de escribir poco antes de su muerte-. Esa venganza literaria de Lorca fue el desencadenante directo de la detención de Federico", añade Caballero.
Y aquí entra Juan Luis Trescastro, el hombre que se jactó en un bar de Granada de haber matado al poeta: "Acabamos de quitar de en medio a García Lorca y le hemos dado el tiro de gracia en el culo, por maricón". Trescastro estaba casado con una prima del padre de Lorca y era el padrino de la hija mayor de Ramón Ruiz Alonso, que manejaba las temibles Escuadras negras y acude a detener a Lorca a casa de los Rosales. El asesinato de Lorca se debió a rencillas familiares", concluye Caballero.
La excavación en Alfacar sí parece haber descartado, sin embargo, que la familia Lorca hubiera enviado a alguien a recoger el cuerpo del poeta porque los expertos no han hallado indicios de que allí hubiera habido enteerramientos.
Caballero piensa que Lorca podría haber sido trasladado al Valle de los Caídos. "No se puede descartar. En Granada se abrieron fosas para trasladar cuerpos al Valle de los Caídos y la de Lorca pudo ser una de ellas". No es el único que piensa en esta hipótesis, ni tampoco en lamentar la imposibilidad, de momento, de comprobarlo.
Todo parece posible. Ahora más que nunca. "Me pregunto si existe alguna manera eficaz de llegar al fondo de este asesinato. No. Creo que no la hay. El secreto de esta muerte se irá a la tumba con los pocos que lo conocen", escribió Penón. Ha pasado más de medio siglo desde entonces.
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