terça-feira, 6 de setembro de 2011

Miles e Airto (e Keith Jarret et al)

Airto Guimorvan Moreira é catarina. Tocou bateria na zona em Guarapuava. Veio para Curitiba e tocou na noite, sobrevivendo. Arrumou uma boquinha na banda da Aeronáutica, no Bacacha. Morava no Uberaba. Conheci-o na casa do Aramis Millarch, Airto já rico e famoso. Visitava (não sei se ainda) os parentes no bairro. Sucesso nos EUA, pra onde foi em busca de sua Flora, com passagem paga pelo Chico Buarque e pelo Lanny Dale. É um gênio da música. Foi muito gentil comigo, na casa do Aramis e, depois, na XV, na boca dos músicos, onde os caras me acharam quem é esse? Anos 70, quando o conheci. Nunca mais o vi pessoalmente. É um raro. Longa vida a Airto Moreira, que mostrou a Miles Davis o que é a percussão brasileira. Chegou a fazer show com Miles para a Máfia. Apresentou Hermeto a Miles. Miles roubou duas músicas de Hermeto. Veja e ouça Airto com Miles na Ilha de Wight. Pós-Woodstock. Longa vida a Airto.


O julgamento de Otelo, no Guairão

É tradição nos (bons) cursos de direito promover julgamentos de figuras da história, da mitologia e da literatura. Jesus, Judas Iscariotis, Julio Cesar, Napoleão, Hitler, Sacco e Vanzetti, o casal Rosenberg e outros que essa cabeça de abóbora agora esquece sentaram-se no banco dos réus mundo afora.

Como você, raro leitor, verá abaixo, dia 23 deste setembro, uma sexta-feira, o Guairão receberá professores, estudantes, curiosos e ratos de tribunal para acompanhar o julgamento de Otelo - o de Shakespeare, que matou Desdêmona pelas fofocas de Iago (um casal de amigos tem um filho com este nome, bonito por sinal, mas feio por sina literária).

Será um julgamento pra valer, com feras do direito penal, ator, diretor e jurados. A lei penal e o processo idem serão brasileiros, creio. Programa melhor que muito teatrinho que anda por aí.

Como ex-aluno da faculdade de direito da Federal - pela qual não me formei, por razões que não me cabem aqui comentar -, pretendo estar na plateia. No palco, feras que admiro, como o professor René Dotti, de quem fui aluno, e o professor Jacinto Coutinho, de quem fui veterano na faculdade. Jacinto foi também namorado da Annamaria Marchesini, que entrou comigo no curso de comunicação da Federal, em 75 (a dama em primeiro lugar, este cavalheiro em segundo).

O evento comemora os 80 anos do glorioso Centro Acadêmico Hugo Simas, do qual fui associado. E ao qual concorri, como orador da chapa de oposição encabeçada pelo amigo Haroldo Montanha Teixeira (colega também do Colégio Estadual do Paraná), bestamente falecido pouco tempo atrás. Faziam parte de nossa chapa colegas insatisfeitos com os rumos do CAHS, claramente de direita, entre eles o Xixo Ramos, baita advogado trabalhista. Era 1976 e eu tinha 21 anos. Ditadura Geisel, lembre-se.

O candidato da situação era o Luís Eduardo de Mello Leitão Salmon - salvo engano, hoje promotor em Paranaguá -, mas quem assustava era o orador da chapa adversária: Luiz Carlos de Lima Vianna, que ainda no segundo ano do curso dava a aula trote nos calouros. Era, e tenho certeza de que ainda é, um craque da oratória, um sujeito imponente pela voz e pelo seu mais de 1,90 metro de altura, barba bem cortada, pose de lorde, discurso irretocável. Vianna já estava no terceiro ou quarto ano do curso. Já mostrava seu talento, hoje hospedado na Procuradoria da Justiça do Paraná. Sério: quando eu for governador, vou brigar para que seja procurador-geral da justiça do estado.

Do lado dele, da situação, quase toda a minha turma, torcendo pra que nós nós fodêssemos. Inimigos. Até o turco Riad, festeiro, mais Cícero Portugal, Juraci Barbosa Sobrinho, Marta Weber, Mary Nogueira e tal. "Traidores". Do nosso lado, algumas meninas tímidas, o Tidinho (Aristides Prado), Emilson Schafron e uns poucos.

Pois houve o debate entre as chapas, e quem as defendiam eram, por óbvio, os oradores. Vianna de lá, eu de cá. Minha turma me escalou meio na marra. Na manhã do debate - programado para uma sala igual a um tribunal (existirá ainda?) no prédio central da UFPR - levaram-me a um bar do outro lado da rua. Conhaque pra criar coragem. Haroldo me ajudou. Devo ter tomado uns três Domecqs pra quebrar a timidez e o respeito pelo Vianna, de quem, antes disso, tornara-me amigo via Riad.

Foi uma pugna febril. Ele batia em minha chapa e eu batia no Salmon - coisa de briga de rua, quando você, mais fraco, escolhe um - e, de quebra, nos pontos fracos deles. Vianna batia e eu devolvia. Eu batia e Vianna me destroçava.

No final, perdemos, cobertos de hematomas. A pressão da situação era muito forte e a campanha deles, no boca-a-boca, cartazes, promessas e tal, era mesmo imbatível. Mas, contados os votos, eis que tive 12 votos individuais para o orador. Nem lembro quantos foram os do Vianna, mas minha fantasia me leva a acreditar que o venci. Afinal, fui inseguro, mas incisivo, verdadeiro, sincero, livre atirador. Tive 12 votos como orador, vejam só, eu, o tímido eterno, calado. Falei pra carajo.

Memórias, meu bem, memórias de um quase senhor.

Longa vida a todos nós. Minhas homenagens ao Vianna.

O CAHS continuou dominado pela direita - que o Vianna definitivamente não era, mas navegava sobre as circunstâncias -, e a esquerda só veio a tomar o CAHS muito tempo depois.

Pois essa pequena viagem me veio a essa cabeça de porongo por causa desse belo espetáculo do CAHS. Será um debate e tanto, e quero estar lá pra rever os amigos e reverenciar a bela e trágica história do bardo inglês.

Gosto do Otelo e sei que o Jacinto fará um belo trabalho. Mas, convenhamos: no teatro e na vida real, em qualquer tempo, Otelo, meu caro infeliz, você perdeu.

Quanto ao Iago (nem falo do babaca do Cassio), esse é um grande filhodaputa.

Todos ao Guairão, pois.

Segue o reliss.



Um julgamento que nem Shakespeare poderia prever: este é o mote do espetáculo O Julgamento de Otelo, montagem que homenageia os 80 anos do Centro Acadêmico Hugo Simas (CAHS). No próximo dia 23 de setembro, juristas de renome sobem ao palco do Guairão para julgar o general mouro da literatura shakespeariana pelo assassinato de sua esposa, Desdêmona. Seria possível culpar Otelo pela morte da amada? Seria impulso, motivado pelas armações do traiçoeiro Iago? Ou será que o general poderia ser inocentado pelo homicídio que cometera tomado pela vingança?

A ideia de montar o espetáculo surge da proposta de resgate histórico da gestão O Tempo Não Para (CAHS 2010/2011). Isso porque O Julgamento de Otelo foi já foi realizado uma vez, há exatos 50 anos, pelo Centro Acadêmico, à época presidido pelo desembargador do Tribunal de Justiça, Munir Karam. O próprio desembargador, já aposentado, por sinal, coordena o evento ao lado do professor René Ariel Dotti, um dos maiores juristas do país. Aproveitando a data comemorativa dos 80 anos do Centro Acadêmico, a gestão do CAHS não demorou a solicitar a tutoria de ambos, pela experiência com a apresentação anterior.

A edição atual contará com o advogado Técio Lins e Silva na acusação, e o professor titular de direito penal da UFPR, Jacinto Nelson de Miranda Coutinho, como defesa. O juiz Daniel Ribeiro Surdi de Avelar, do Tribunal do Júri de Curitiba, será o responsável pela presidência d’O Julgamento, e, como protagonista do espetáculo, o ator Danilo Avelleda interpretará o réu, Otelo. A direção cênica ficou por conta de José Plínio Taques Martins. E, para quem pensa que o resultado pode ser previsível, esta edição contará com um diferencial que, necessariamente, a torna diferente da anterior: enquanto a primeira teve o júri composto pelo modelo inglês, com doze participantes, a nova será feita pelo modelo brasileiro, composto por sete jurados. Deste modo, o empate, como no resultado da adaptação de 1961, fica impossibilitado.

Outro diferencial é que toda a renda líquida do evento será doada a uma instituição de caridade, o Centro de Educação Dom Pedro II. O espetáculo tem o apoio do HSBC, da OAB/PR, do Curso Prof. Luiz Carlos, da EMAP, do Teatro Guaíra e da Faculdade de Direito da UFPR. Os ingressos já estão à venda na bilheteria e site do Teatro Guaíra, no Tribunal do Júri, na Escola da Magistratura e com os membros do CAHS (Mayara, Amália, André Luiz, Ananda e Sérgio). O valor do ingresso é R$ 30 (trinta reais), sendo R$ 15 (quinze reais) a meia-entrada, para os estudantes.

Participe deste grande evento cultural e jurídico, que marcará época na já gloriosa história do Centro Acadêmico Hugo Simas.

O JULGAMENTO DE OTELO
Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto – Guairão
Endereço: Rua XV de Novembro, 971
Data: 23/09/2011
Horário: 20h30
Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)
Locais de venda: Teatro Guaíra, Tribunal do Júri, EMAP e CAHS
Informações: contato@cahs.or

Reinaldo Azevedo, o mais novo seguidor de Lula, o Nosso Guia

Por Marco Damiani, no portal Brasil 247 (www.brasil247.com.br)

Foi o que eu entendi. O Reinaldo Azevedo quer jogar o ex-presidente Lula em prisão domiciliar. Ou mandá-lo para o exílio. Ou para uma cadeia mesmo, cela de dois por dois, latrina, aquelas coisas. Matar, ele disse hoje que não quer. Na melhor das hipóteses, pelo que eu entendi, o Reinaldo Azevedo quer mudar a Constituição da República Federativa do Brasil. Para incluir um artigo, unzinho apenas.

Algo assim: à exceção do sr. Luiz Inácio Lula da Silva (seguindo-se, para não errar, dos qualificativos R.G., CPF, endereço, todas aquelas certidões para provar que se está falando mesmo de Lula, este que os brasileiros fizeram presidente da República duas vezes), os demais brasileiros podem falar, escrever, ir, vir, estacionar, assistir a uma sessão de cinema, comer pipoca, expressar com palavras, gestos e atos o que pensam.

E já que, na melhor das hipóteses, Reinaldo Azevedo pleiteia uma mudança na Constituição, no momento da redação certamente virá aquela coceirinha autoritária e, então, a alteração ficaria completa: outros brasileiros que falarem o que o sr. Reinaldo Azevedo não gostar de ouvir, e também os brasileiros que se movimentarem de forma “saliente” no tabuleiro da política, não mais poderão falar ou se movimentar.

Fica bom assim, Reinaldo? Pode ser melhor? Ok, então vá ao seu dicionário de sinônimos, rapaz, pesque lá umas palavras inusuais, dessas que impressionam, e experimente uma redação melhorada para os novos artigos constitucionais. Vai dar no mesmo, o importante será manter o espírito da nova lei: quem falar, escrever, expressar, divulgar etc o que o sr. Reinaldo Azevedo não gostar de ler, ouvir ou saber por terceiros ou quaisquer outras fontes, tem de ficar quieto no seu canto. Se insistir – e já temos aqui mais um artigo --, prisão no atrevido “saliente”. Domiciliar, em xilindró, por tempo indeterminado – ou, apenas, perseguição pela internet, com direito a comentários humilhantes, toda a sorte de enxovalhamentos.

Chega a ser engraçado. Lula perdeu três no voto, ganhou duas, levou sua candidata aos palanques, desceu a rampa e agora anda pelo País. Por que ele não pode fazer isso, xará? Ao contrário do FHC, que arrancou para si, no cargo, a reeleição, Lula jamais tentou mudar a regra do jogo com o jogo em andamento. Ele sempre foi pela democracia. Se na outra ponta do seu artigo de hoje você diz que o remédio para ele é mais democracia, o melhor é passar a outro tema, porque essa lição o Lula não precisa ouvir. Ele é o cara das assembléias de 100 mil trabalhadores diante dele, você não se lembra? Eu estava lá, reportando, para a Voz da Unidade (o jornal dos "comunas", como você diz, nós que recebíamos cartas que podiam explodir). Ele é o cara que foi preso por falar o que pensava e, isso mesmo, guiar a massa para o avanço. Ele é o cara que sempre foi do voto, da disputa leal, dentro das regras estabelecidas. Cite um, unzinho gesto autoritário do Lula, de suprimir regras, inverter ordens, suplantar códigos. Qual foi o dia que ele teve medo de voto? Onde é que esse cara solapou a democracia? Na boa, ensinar democracia para o Lula ou sobre o Lula é absolutamente desnecessário, vai por mim.

E lá está Getúlio Vargas. Sai prá lá não só ele, é o que você diz, como a CLT, os sindicatos (quase 400 categorias profissionais obtiveram reajustes salariais acima da inflação no primeiro semestre), as associações de moradores, de cidadãos, o MST. Saiam para lá todos, porque não é assim que o sr. Reinaldo Azevedo quer. Aqui, de resto, temos mais elementos para mais um capítulo da nova Constituição: o povo está terminantemente proibido de se organizar. Nessa frase eu não mexeria, Reinaldo, está claríssima na defesa do seu interesse.

E que tal, para comemorar a reforma constitucional, uma fogueira com carteiras de trabalho, no melhor estilo dos nazis? Não seria legal coroar a desorganização completa do povo – assim P-O-V-O – com a queima do pouquinho que temos de garantias trabalhistas, aquelas que se não fosse Getúlio Vargas, de muitos erros, contradições e também monstruosidades, mas de impressionantes benfeitorias ao Brasil, talvez não existissem até hoje? Pensa só no tamanho da fogueira, tantos foram os empregos criados nos últimos tempos...

Caro, na boa, passe lá na Saraiva e procure na obra de Voltaire, o iluminista, a frase famosa. Aquela que diz: “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las”. Mas vê se não esquece: Voltaire, aquele a que somos apresentados no segundo ano do colégio. Porque, em matéria de democracia, eu tô achando que você precisa começar do começo.

Entenda: o Lula pode falar sobre o que quiser, em qualquer lugar, a qualquer hora. É um direito (D-I-R-E-I-T-O) dele. Não dá para caçar assim, como se fazia antes.

Eu nunca usei meu tempo lendo o que o Reinaldo Azevedo escreve. Fui até sua página uma vez só, lá atrás, e deu para perceber que é um autoritário. Estou enganado? Pode ser, mas tenho mais o que fazer para tirar a dúvida. Não vi motivo para ler mais. Não tem informação, não tem entrevista, não tem fato. É opinião. Beleza! Entre aqueles textos longos e a recém publicada autobiografia do patriota comunista Gregório Bezerra (Memórias, Boitempo Editorial), você acha que eu prefiro qual? Ontem, porém, mandei para o Reinaldo Azevedo um e-mail buscando uma entrevista com ele para o 247. Ele não respondeu. Direito dele, normal. Ele não merece um plantão, não vou insistir. Hoje, recebi por e-mail a coluna dele. Com a tal campanha #desencarnalula, o que ele vai conseguir é mobilizar o outro lado, o do Lula, e perder por maioria (sendo que esta maioria em seguida será desqualificada pelo próprio Reinaldo Azevedo). O colunista diz que Lula barra o assunto 2014 exatamente para levantar 2014. E se for isso? Qual é o problema? E se o Lula quer mesmo ser candidato outra vez? É isso que vai desestabilizar o governo (bem que você gostaria, será que não?)? Isso é uma "doença"? Ele é uma "doença"? Quanta grosseria, Reinaldo!

O certo é que o próprio Reinaldo Azevedo, pela antítese, embarcou na do Lula, e também passou a falar de 2014 agora. Tornou-se um seguidor do, como diz o Elio, Nosso Guia. Por essa eu não esperava.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O guerreiro Giap faz 100 anos

O general Nguyen Vo Giap completou ontem 100 anos de idade. É um dos maiores comendantes militares da história. Quando a região se chamava Indochina, liderou a expulsão dos colonialistas franceses. Na guerra do Vietnã, foi vital seu papel na vitória sobre os EUA. Tenho dele um opúsculo - mimemografado, com a chancela da UNE - em que trata da vitória na Indochina. Giap está muito doente e, parece, não vai longe. Então, que tenha uma morte tranquila esse guerreiro por quem os jovens dos anos 70 torciam de coração.

O texto abaixo e da France Press.

O general Nguyen Vo Giap, herói militar da independência vietnamita e artesão da derrota francesa em Dien Bien Phu, celebrou nesta quinta-feira o centésimo aniversário, num hospital militar de Hanoi, em meio a uma chuva de homenagens, apesar de seu afastamento político.

Considerado um dos mais importantes estrategistas militares da História, infligiu, em 1954, em Dien Bien Phu (noroeste) uma pungente derrota às tropas coloniais francesas, um acontecimento que apressou a fundação de um Vietnã independente e o fim da dominação francesa na Indochina.

Afastado do poder nos últimos 30 anos, este ícone popular é considerado a figura mais emblemática do Vietnã moderno, após seu fundador, Ho Chi Minh.

"É um personagem mítico e heroico para o Vietnã", resume Carl Thayer, historiador australiano.

Nascido em 25 de agosto de 1911 na província central de Quang Binh, Giap não estava destinado a se tornar um soldado. Mas suas táticas inspiraram combatentes do mundo inteiro, durante décadas.

Vindo estudar, depois ensinar História, em Hanói, fugiu para a China no final da década de 1930, encontrando o "Tio Ho", que o encarregou de criar o exército revolucionário 'Viet Minh', no final de 1944.

Seu ódio à potência colonizadora não cessou de crescer, alimentado pela morte da primeira mulher numa prisão francesa.

Após a vitória em Dien Bien Phu, Giap continuou no comando das tropas durante a guerra do Vietnã contra os americanos e seus aliados do Vietnã do Sul, até a tomada da então Saigon, em 30 de abril de 1975.

Mas sua carreira política foi depois cortada pelo número um do regime, Le Duan, tendo sido excluído do birô político do Partido Comunista, em 1982.

Apesar de seu afastamento, foi seu retrato que exibiram os manifestantes nas ruas de Hanoi durante as manifestações das últimas semanas contra a política de Pequim nas águas disputadas do Mar da China meridional.

É o "último heroi legítimo", destacou Thayer. Suas vitórias são o fundamento da retórica nacionalista do poder que "não pôde denegri-lo".

O general não se privou, nos últimos anos, de dar a própria opinião sobre os problemas do país.

Em 2006, escreveu que o Partido Comunista "tornou-se um escudo para dirigentes corruptos". Em 2009, publicou uma carta aberta somando sua voz às críticas a um projeto governamental muito polêmico de exploração de bauxita nos planaltos do centro do país.

Sua família e os mais altos dirigentes vietnamitas visitaram-no na quarta-feira, cumprimentando-o pelos cem anos, no hospital militar 108, onde está sendo tratado há mais de um ano. "Seu quadro de saúde é estável", disse à AFP um de seus filhos, Vo Dien Bien.

"O general Giap e suas contribuições viverão para sempre na história da Nação vietnamita", escreveu na terça-feira a Agência vietnamita de informação (AVI), durante a inauguração de uma exposição de fotos dedicada a ele.

"É uma figura histórica (...). Desejo os melhores votos ao general Giap", declarou por sua vez o senador americano Jim Webb, veterano da guerra do Vietnã, em visita oficial nesta semana.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Primeira aulinha de Wing Chun

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Esta frase é sua?

A campanha relativa à defesa das vagas de estacionamento para deficientes, criada pela Getz, do meu amigo Maurício Ramos, tem como bordão principal “esta vaga não é sua nem por um minuto”. Campanha bonita, por sinal, que vem de ser encampada pelo governo federal.
Estranhei, porém, que a citada frase está há quase dois anos no estacionamento do supermercado Casa Fiesta do Alto da XV. A diferença é que esta fala "minutinho".

Plágio? Aproveitamento de ideia anterior? Família, como na literatura?
O que diz o Maurício, e aqui dou por encerrado o assunto:

"Quanto à frase 'Esta vaga não é sua nem por um minuto', não tem dono que seja conhecido pois é uma frase utilizada pelo segmento das instituições ligadas aos deficientes há muito tempo. Assim como o símbolo que também é universal. A criatividade e senso de oportunidade esteve no fato de arrumar a frase e a imagem num novo layout (um pouco mais bonitinho talvez) e sugerir que as pessoas usassem como sua imagem avatar no Facebook e twitter, como forma de dizer que não concordavam com o que aconteceu com a Mirella. Mais do que isto, nosso trabalho foi tornar uma idéia do próprio movimento dos deficientes conhecida e popular.
Fizemos muitas peças e colocamos num site a disposição de quem quisesse usar (adesivo, Cartazes, follhetos esclarecendo as diferenças das vagas especiais, e-mail-mkt, banners...idéias que vão além da frase.). O filme também extrapola muito a marca, propondo uma troca de papeis muito divertida (ja tem mais de 1 milhão de views!!!). Levamos pra Brasilia para propor um projeto de governo para a acessibilidade (ja estava em andamento mas será acelerado) e vamos levar para a ONU em breve para que conheçam nosso case de mobilização. Legal o Fiesta ter a frase no estacionamento, mas ela em si não é a campanha, compreende? Muitas instituições tem. A gente deu sentido e adesão pra coisa. Sensibilizamos."

Este é que é prefeito

Na Lituânia