"Nunca vi ninguém tão dotado de qualidades políticas e administrativas que, ao mesmo tempo, fosse capaz de se auto-sabotar tanto. Pena!"
De Arthur Virgílio, senador tucano pelo Amazonas, desta vez corretíssimo de rabo a cabo.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Com vocês, A banda mais bonita da cidade
Estou de volta, depois de curto e agradável inverno.
Veja o clip abaixo e passe adiante.
Simples e tocante essa curitibana A banda mais bonita da cidade
Veja o clip abaixo e passe adiante.
Simples e tocante essa curitibana A banda mais bonita da cidade
quarta-feira, 30 de março de 2011
A morte e a morte de José Alencar
O ex-vice presidente José Alencar morreu como um poço de contradição. Era um grande brasileiro, sem dúvida, mas um péssimo homem (o ser humano masculino, macho, que copula e procria). Uma mulher de Minas renvindica sua paternidade, alegando que Alencar teve um romance com sua mãe. O então vice atalhou, dizendo que não tinha nenhuma filha daquele jeito e que deve ter tido sexo com sua mãe na zona.
Assim mesmo, como Pelé e outros "santos".
Se a mulher decidir levar adiante o pleito, e se nenhum suposto irmão se dispuser a ceder material para exame de DNA, a Justiça deverá ordenar a exumação do cadáver de Alencar.
Muito bonito, pra quem deu lição moral de brasilidade.
Atualizando: vi na internet que o corpo será cremado. Se a família não autorizou a retirada de amostras (cabelos, unhas), os filhos terão de fazer exame na marra.
Que feio, muito feio.
Assim mesmo, como Pelé e outros "santos".
Se a mulher decidir levar adiante o pleito, e se nenhum suposto irmão se dispuser a ceder material para exame de DNA, a Justiça deverá ordenar a exumação do cadáver de Alencar.
Muito bonito, pra quem deu lição moral de brasilidade.
Atualizando: vi na internet que o corpo será cremado. Se a família não autorizou a retirada de amostras (cabelos, unhas), os filhos terão de fazer exame na marra.
Que feio, muito feio.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Quando vi a tentativa de crucificar você, Solda, lembrei do Mario Filho
Por Adherbal Fortes
Quando vi a tentativa de crucificar você, Solda, lembrei do Mario Filho.
Mario Filho, você sabe, é o brilhante jornalista que deu nome ao estádio do Maracanã e escreveu o clássico “O Negro no Futebol Brasileiro”.
Fui na prateleira certa. Descobri que minha segunda edição, de 1964, Editora Civilização Brasileira, capa do grande Eugênio Hirsch, prefácio de Gilberto Freire, está mais atual do que nunca.
Logo na “Nota à Segunda Edição” Mario Filho explica o que é preto e o que não é preto no Brasil. Pelé, por exemplo, não era preto, por mais que fosse chamado de Crioulo e de Negão. Nem Leonidas da Silva. Nem Garrincha.
Escreve Mario Filho, explicando o capitulo que acrescentou à segunda edição: “…diz respeito ao embranquecimento do preto nos clubes que defendem. Um preto do Fluminense não é preto para o Fluminense. É tratado como branco. Pode esquecer-se da cor e dizer como Robson:
-Eu já fui preto e sei o que é isso.”
O que vale para o futebol, vale para os outros esportes. Rosa Branca, bi-campeão mundial de basquete em 1963, era branco, assim como brancos são Serena e Venus Williams, do tênis, Tiger Woods do golfe e por ai.
Vale para o shoubis, onde ninguém se lembra da cor do Gilberto Gil, por mais que ele seja pai da Preta Gil. Nem se toca ao chamar o campeão do carnaval deste ano de Neguinho da Beija-Flor
Vale para o serviço público, do Itamarati ao Ministério do Esporte, ao Judiciário e ao Legislativo.
Com isso, estou tentando dizer que o presidente dos Estados Unidos – que veio fazer diplomacia e ajudar as empresas americanas a vender aviões, automóveis e software – é branco.
E Obama fica branquíssimo se considerarmos que leva adiante políticas econômicas e militares de seus antecessores loiros. Tanto que hoje comanda as forças dos EUA nas guerras do Afeganistão e do Iraque e está quase entrando em outra na Libia.
Resumindo tudo: exagera quem vê Obama como um colonialista em estado puro, mas pelo que falou e deixou de falar ele nos tratou, sim senhor, como uma República das Bananas. Você, Solda, está certíssimo na crítica.
Ah, mas teve gente que não entendeu. Houve quem visse racismo em sua charge em vez de sátira política. Acontece.Também houve gente que acusou Cristo de querer dar um golpe e assumir o trono de rei dos judeus.
Se é complicado decodificar palavras, imagine decodificar desenhos – e aí você faz um diagnóstico da nossa imprensa, na entrevista de hoje na CBN com o José Wille. A imprensa perde filtros porque fatura e é obrigada a despedir editores, embora deva produzir diariamente um produto inteligente.
O editor está na redação como o volante no jogo de futebol. Para evitar o gol; fazer falta no meio do campo, interromper a jogada, evitar que a bola chegue na área.
Faltou um editor para olhar a charge, mostrar para o subeditor e os dois consultarem o desconfiômetro, verificar o ponteiro quase na faixa vermelha de perigo.
E pedir a você uma revisão do trabalho com um recado: “Cuidado, Solda, com essa história de República das Bananas na visita de um presidente que já foi preto”.
Quando vi a tentativa de crucificar você, Solda, lembrei do Mario Filho.
Mario Filho, você sabe, é o brilhante jornalista que deu nome ao estádio do Maracanã e escreveu o clássico “O Negro no Futebol Brasileiro”.
Fui na prateleira certa. Descobri que minha segunda edição, de 1964, Editora Civilização Brasileira, capa do grande Eugênio Hirsch, prefácio de Gilberto Freire, está mais atual do que nunca.
Logo na “Nota à Segunda Edição” Mario Filho explica o que é preto e o que não é preto no Brasil. Pelé, por exemplo, não era preto, por mais que fosse chamado de Crioulo e de Negão. Nem Leonidas da Silva. Nem Garrincha.
Escreve Mario Filho, explicando o capitulo que acrescentou à segunda edição: “…diz respeito ao embranquecimento do preto nos clubes que defendem. Um preto do Fluminense não é preto para o Fluminense. É tratado como branco. Pode esquecer-se da cor e dizer como Robson:
-Eu já fui preto e sei o que é isso.”
O que vale para o futebol, vale para os outros esportes. Rosa Branca, bi-campeão mundial de basquete em 1963, era branco, assim como brancos são Serena e Venus Williams, do tênis, Tiger Woods do golfe e por ai.
Vale para o shoubis, onde ninguém se lembra da cor do Gilberto Gil, por mais que ele seja pai da Preta Gil. Nem se toca ao chamar o campeão do carnaval deste ano de Neguinho da Beija-Flor
Vale para o serviço público, do Itamarati ao Ministério do Esporte, ao Judiciário e ao Legislativo.
Com isso, estou tentando dizer que o presidente dos Estados Unidos – que veio fazer diplomacia e ajudar as empresas americanas a vender aviões, automóveis e software – é branco.
E Obama fica branquíssimo se considerarmos que leva adiante políticas econômicas e militares de seus antecessores loiros. Tanto que hoje comanda as forças dos EUA nas guerras do Afeganistão e do Iraque e está quase entrando em outra na Libia.
Resumindo tudo: exagera quem vê Obama como um colonialista em estado puro, mas pelo que falou e deixou de falar ele nos tratou, sim senhor, como uma República das Bananas. Você, Solda, está certíssimo na crítica.
Ah, mas teve gente que não entendeu. Houve quem visse racismo em sua charge em vez de sátira política. Acontece.Também houve gente que acusou Cristo de querer dar um golpe e assumir o trono de rei dos judeus.
Se é complicado decodificar palavras, imagine decodificar desenhos – e aí você faz um diagnóstico da nossa imprensa, na entrevista de hoje na CBN com o José Wille. A imprensa perde filtros porque fatura e é obrigada a despedir editores, embora deva produzir diariamente um produto inteligente.
O editor está na redação como o volante no jogo de futebol. Para evitar o gol; fazer falta no meio do campo, interromper a jogada, evitar que a bola chegue na área.
Faltou um editor para olhar a charge, mostrar para o subeditor e os dois consultarem o desconfiômetro, verificar o ponteiro quase na faixa vermelha de perigo.
E pedir a você uma revisão do trabalho com um recado: “Cuidado, Solda, com essa história de República das Bananas na visita de um presidente que já foi preto”.
sábado, 12 de março de 2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Supercomputador da IBM vai cuidar da saúde
Do IDG Now!
A IBM vai juntar as capacidades de Deep Question Answering, Natural Language Processing e Machine Learning (resposta a questões, processamento natural de linguagem e aprendizagem pela máquina) do Watson com as do pacote Communications e Clinical Language Understanding (reconhecimento de voz e entendimento de linguagem clínica) com o objetivo de facilitar o diagnóstico e a oferta de planos de tratamento a pacientes que vão deixar os hospitais, médicos e acesso dos contribuintes a informações críticas. A novidade foi anunciada pela IBM como parte do acordo de licenciamento da tecnologia Watson à Nuance, para que desenvolva uma variedade de pacotes de software inteligentes para as comunidades de negócios e de cuidados de saúde.
As duas empresas esperam que as primeiras ofertas comerciais estejam disponíveis dentro de 18 a 24 meses,segundo a IBM.Outras instituições contribuirão para isso, como o Columbia University Medical Center e a Escola de medicina da Universidade de Maryland. Médicos de Columbia já ajudam a identificar questões críticas para a prática da medicina onde a tecnologia Watson possa ser capaz de intervir, e os médicos de Maryland, a melhor forma em que uma tecnologia como o Watson pode interagir com os médicos para fornecer o máximo de assistência.
A capacidade do Watson para analisar o significado e contexto da linguagem humana e rapidamente processar informações para encontrar respostas precisas, pode auxiliar nas tomadas de decisão de médicos e enfermeiros, identificar conhecimentos e informações enterrados em grandes volumes de informação e oferecer respostas que não podem ter considerado para ajudar a validar as suas próprias ideias ou hipóteses.
Segundo a IBM, “analisando o diagnóstico de um paciente um médico poderia utilizar a tecnologia de análise do Watson, em conjunto com a voz e as soluções de compreensão de linguagem clínica da Nuance, para rapidamente analisar todos os textos, materiais de referência, casos anteriores e os mais recentes conhecimentos em revistas e literatura médica para obter provas a partir de muitas mais fontes potenciais do que anteriormente seria possível. Isto pode ajudar os profissionais médicos a determinar com segurança o diagnóstico mais provável e opções de tratamento”.
Esta semana o Watson se transformou em celebridade mudial ao vencer uma temporada de três dias no “game show” Jeopardy!, ganhando um milhão de dólares que a IBM vai doar para caridade.
Os pesquisadores da IBM passaram quatro anos desenvolvendo o Watson. A máquina é capaz de processar 80 trilliões de operações (teraflops) por segundo. Tem cerca de 2.800 núcleos de processadores IBM Power7 e 16 terabytes de memória funcional. Na construção do Watson, a IBM usou tecnologia do MIT, University of Texas, University of Southern California, Rensselaer Polytechnic Institute, University at Albany, University of Trento, University of Massachusetts e Carnegie Mellon University.
A IBM vai juntar as capacidades de Deep Question Answering, Natural Language Processing e Machine Learning (resposta a questões, processamento natural de linguagem e aprendizagem pela máquina) do Watson com as do pacote Communications e Clinical Language Understanding (reconhecimento de voz e entendimento de linguagem clínica) com o objetivo de facilitar o diagnóstico e a oferta de planos de tratamento a pacientes que vão deixar os hospitais, médicos e acesso dos contribuintes a informações críticas. A novidade foi anunciada pela IBM como parte do acordo de licenciamento da tecnologia Watson à Nuance, para que desenvolva uma variedade de pacotes de software inteligentes para as comunidades de negócios e de cuidados de saúde.
As duas empresas esperam que as primeiras ofertas comerciais estejam disponíveis dentro de 18 a 24 meses,segundo a IBM.Outras instituições contribuirão para isso, como o Columbia University Medical Center e a Escola de medicina da Universidade de Maryland. Médicos de Columbia já ajudam a identificar questões críticas para a prática da medicina onde a tecnologia Watson possa ser capaz de intervir, e os médicos de Maryland, a melhor forma em que uma tecnologia como o Watson pode interagir com os médicos para fornecer o máximo de assistência.
A capacidade do Watson para analisar o significado e contexto da linguagem humana e rapidamente processar informações para encontrar respostas precisas, pode auxiliar nas tomadas de decisão de médicos e enfermeiros, identificar conhecimentos e informações enterrados em grandes volumes de informação e oferecer respostas que não podem ter considerado para ajudar a validar as suas próprias ideias ou hipóteses.
Segundo a IBM, “analisando o diagnóstico de um paciente um médico poderia utilizar a tecnologia de análise do Watson, em conjunto com a voz e as soluções de compreensão de linguagem clínica da Nuance, para rapidamente analisar todos os textos, materiais de referência, casos anteriores e os mais recentes conhecimentos em revistas e literatura médica para obter provas a partir de muitas mais fontes potenciais do que anteriormente seria possível. Isto pode ajudar os profissionais médicos a determinar com segurança o diagnóstico mais provável e opções de tratamento”.
Esta semana o Watson se transformou em celebridade mudial ao vencer uma temporada de três dias no “game show” Jeopardy!, ganhando um milhão de dólares que a IBM vai doar para caridade.
Os pesquisadores da IBM passaram quatro anos desenvolvendo o Watson. A máquina é capaz de processar 80 trilliões de operações (teraflops) por segundo. Tem cerca de 2.800 núcleos de processadores IBM Power7 e 16 terabytes de memória funcional. Na construção do Watson, a IBM usou tecnologia do MIT, University of Texas, University of Southern California, Rensselaer Polytechnic Institute, University at Albany, University of Trento, University of Massachusetts e Carnegie Mellon University.
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