O Coritiba pode ganhar o Atletiba, classificar-se à Libertadores e, ao mesmo tempo, enfiar o Atlético na Segundona. Tomara, claro. Mas não muda o que importa. Já disse alguém que o futebol é, das coisas desimportantes, a mais importante que existe.
Parafraseio e digo que, das coisas mais importantes, o futebol é a mais desimportante.
Glória ao Glorioso, mas na segunda-feira terei de tomar banho, fazer a barba, beijar minha mulher e ir trabalhar como sempre faço. Um pouco melhor, um pouco pior. Tanto faz. Talvez mude de ideia amanha. Mas aí será outro dia. Haja o que houver. Sempre com esse desimportante Coxa chutando o meu coração.
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Agora meu comentário ao que eu mesmo escrevi acima no FB.
Levei anos para alcançar esse estado quase zen - nunca indiferente - diante do futebol e do meu clube do coração.
Foi graças à profissão de jornalista, que exige postura e compostura. E à idade, claro, que nos torna chatos, porém equilibrados, algo sábios.
Sou piá do Alto da Glória, aonde fui viver aos três para quatro anos numa casa na General Carneiro, no sopé de um morro em cujo cume hoje está o HC, que conheci antes da inauguração e cujas entranhas conheci com a molecada do bairro antes que o primeiro médico e o primeiro doente lá aportassem (pra quem não sabe, fui o primeiro coroinha de sua capela, repetindo em latim as ladainhas aos doentes).
Subia mais além e lá estava eu no campo do Glorioso, onde, criança, ficava de gandula nos treinos e, em dias de jogo, vendia refrigerante (em garrafa) pra ganhar o meu e comprar pipoca.
Corta e lá estou eu, séculos depois, cobrindo o clube como jornalista (ou eterna tentativa de) do Estadinho, do Estadão e tal.
Aprendi a ter distanciamento e, de tanto ver futebol, tornei-me um cético.
Quando voltei a ser um mero torcedor, via os jogos como crítico. Fez-me mal, concordo, mas isso me tornou aquele apaixonado que acha defeito em tudo.
Estou mudando, pero no mucho.
Resumo para falar de amanhã.
Reitero o que disse acima, mas é só um jogo de futebol.
Porém, passarei mal, a pressão se elevará, provavelmente me embriagarei e torcerei como nunca ou como sempre.
Quero voltar aos meus dez anos de idade, quando chorava ao ver meu time perder, cantava quando ele ganhava.
Ando meio sem expressão, meio frio - mas sinto calafrios.
Quero ver meu time ganhar, sim.
Quero que o Atlético sucumba e desça aos infernos como lá estivemos, claro.
Ficarei um pouco mais feliz se o Glorioso for à Libertadores.
Mas não vou morrer se não for.
A vida é um pouco assim: curtir as alegrias, saber lidar com as frustrações.
Você entendeu?
Entonces, quem piscar primeiro, adiós.
Até amanhã.
sábado, 3 de dezembro de 2011
domingo, 20 de novembro de 2011
Negrón - Viva España
Após 113 anos de história, o Athletic Bilbao, tradicional clube da Espanha, utilizou neste domingo pela primeira vez uma jogador negro em uma partida oficial.
O zagueiro e lateral Jonás Ramalho, 18, foi o responsável por quebrar o tabu. Ele substituiu Iñigo Pérez aos 41min do segundo tempo da vitória por 2 a 1 sobre o Sevilla, fora de casa, pelo Campeonato Espanhol. O resultado quebrou um jejum de 18 anos sem triunfos da equipe basca, diante do adversário, na cidade de Sevilha.
Quando tinha 14 anos, Ramalho já havia se tornado o primeiro negro a jogar um amistoso pelo time adulto do Athletic. Aos 16, chegou a ser relacionado para um confronto da Liga Europa.
Independentemente da cor, o zagueiro cumpre os requisitos históricos para defender o Athletic, ou seja, ter nascido no País Basco ou ser descendente do povo daquela região.
Ramalho nasceu em Baracaldo, nos arredores de Bilbao, e tem mãe basca.
Seu pai é angolano.
Coincidentemente, hoje é comemorado o Dia da Consciência Negra no Brasil.
O zagueiro e lateral Jonás Ramalho, 18, foi o responsável por quebrar o tabu. Ele substituiu Iñigo Pérez aos 41min do segundo tempo da vitória por 2 a 1 sobre o Sevilla, fora de casa, pelo Campeonato Espanhol. O resultado quebrou um jejum de 18 anos sem triunfos da equipe basca, diante do adversário, na cidade de Sevilha.
Quando tinha 14 anos, Ramalho já havia se tornado o primeiro negro a jogar um amistoso pelo time adulto do Athletic. Aos 16, chegou a ser relacionado para um confronto da Liga Europa.
Independentemente da cor, o zagueiro cumpre os requisitos históricos para defender o Athletic, ou seja, ter nascido no País Basco ou ser descendente do povo daquela região.
Ramalho nasceu em Baracaldo, nos arredores de Bilbao, e tem mãe basca.
Seu pai é angolano.
Coincidentemente, hoje é comemorado o Dia da Consciência Negra no Brasil.
Ave Dante
Mendonça, Dante - o mais novo cidadão honorário de Curitiba. Catarina de Nova Trento. Conheci sua casa e sua belíssima mamãe.
Pretendi escrever aqui sobre ele, mas antes li o Adherbal e agora o Zé Maria Correia.
Faço minhas - por preguiça, timidez e falta de talento - as palavras do Zé.
Viva o Dante. E viva a Maí, que, dizia o Karam, por doce maldade, era a verdadeira autora dos textos do cidadão curitibano.
Fala, Zé, o delegado poeta (e karateka, OSS!):
Ave Dante o mago dos sete instrumentos e das sete artes . Ave mestre da Banda Polaca, memorialista das portas emparedadas dos grandes bares e das alcovas desaparecidas . Dono da pena , da tinta e dos sentimentos maiores entre todos os soluços menores , testemunha dos porres imemoriais , dos romances eternos e dos casamentos desfeitos . Poeta da noite e dos cantos, distraido e fiel pai de familia nunca traido e não ainda admirado como deveria. Nós os curitibanos sempre invejosos das terras solares dos catarinas onde brotam e vicejam abundantes e bundosas loiras Veras Fischers não as daqui tão autênticas nas cores como os táxis argentinos cabeças amareladas e pentelhos negros como nossas manhãs e tardes , reunidos em solene casmurrice te saudamos com a imperceptível amizade eterna das criaturas soturnas que somos .
Pretendi escrever aqui sobre ele, mas antes li o Adherbal e agora o Zé Maria Correia.
Faço minhas - por preguiça, timidez e falta de talento - as palavras do Zé.
Viva o Dante. E viva a Maí, que, dizia o Karam, por doce maldade, era a verdadeira autora dos textos do cidadão curitibano.
Fala, Zé, o delegado poeta (e karateka, OSS!):
Ave Dante o mago dos sete instrumentos e das sete artes . Ave mestre da Banda Polaca, memorialista das portas emparedadas dos grandes bares e das alcovas desaparecidas . Dono da pena , da tinta e dos sentimentos maiores entre todos os soluços menores , testemunha dos porres imemoriais , dos romances eternos e dos casamentos desfeitos . Poeta da noite e dos cantos, distraido e fiel pai de familia nunca traido e não ainda admirado como deveria. Nós os curitibanos sempre invejosos das terras solares dos catarinas onde brotam e vicejam abundantes e bundosas loiras Veras Fischers não as daqui tão autênticas nas cores como os táxis argentinos cabeças amareladas e pentelhos negros como nossas manhãs e tardes , reunidos em solene casmurrice te saudamos com a imperceptível amizade eterna das criaturas soturnas que somos .
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Amy Winehouse - Our Day Will Come: Amy Winehouse Tribute
Amy-a forévis. Eis o primeiro clip póstumo.
Brasil desafía a Europa proponiendo crecimiento y gasto social contra recortes
Por Oscar Arias, correspondente do El País, no seu blog Vientos de Brasil.
Brasil está decidido, en la persona de su Presidenta Dilma Rousseff, una economista, a seguir el camino opuesto al que se anuncia en Europa. No minimiza la posibilidad de que la crisis mundial pueda tambien afectar al emergente Brasil, pero tampoco la dramatiza.
Es más, el antídoto que propone para hacer frente a la posible crisis, es el opuesto al que pretende Europa. Brasil propone más crecimiento y más gasto público en vez de recortes, austeridad o pérdida de privilegios sociales para los más pobres.
El crédito, sobretodo a la nueva clase media que empieza a surgir, que había sido desacelerado, ha vuelto a abrirse. Se cree y apuesta en el mercado interno, que en este país tiene aún márgenes muy grandes con sus casi 200 millones de habitantes y con una capacidad de adquirir bienes fundamentales.
Sin duda, las condiciones de Brasil no son, por ejemplo, las de Europa. Son dos caminos casi opuestos: Europa se encoje y Brasil se estiende. Europa se desacelera y Brasil crece. Para Dilma, como lo había sido para Lula, las conquistas sociales son sagradas. Más aún, está dispuesta a acelerarlas y aumentarlas. Quiere acrecentar la cifra de los cerca de 14 millones que reciben ya la “Bolsa familia” y está abriendo nuevos programas de ayuda social, como el aumento de los asilos nido para que las madres, que hoy trabajan casi todas, puedan hacerlo sin el drama de no saber donde dejar a sus hijos.
Se ha comprometido tambien a acabar con los aún 12 millones de pobres o miserables que aún no consiguen vivir con la dignidad de un simple ciudadano. Está bajando los tipos de interés para ayudar a crecer a las empresas y piensa crear cientos de centros de formación técnica para preparar a los jóvenes al mercado de trabajo en un país que tiene que importar mano de obra especializada de Europa o Japón, por ejemplo.
Sabe Dilma que cuenta con la llegada de miles de empresas extranjeras dispuestas a invertir en Brasil y que China seguirá necesitando de sus materias primas. Hoy Brasil es la mayor exportadora de carne y soja del mundo, sin contar los minerales.
Se trata de un reto que algunos, desde la oposición, le critican, como por ejemplo el analista político Cesar Maia, exalcalde de Rio, que juzga que se trata más bien de una temeridad, de un “voluntarismo peligroso”, ese apostar en este momento por un mayor crecimiento, por más obras públicas y más gasto del Estado en lo social. Se basa el analista en que el PIB de Brasil está bajando, que este año superará de poco un 3% si es que llega, algo que considera muy poco para un país emergente y rico como Brasil, que la inflacción está desbocada y que el empleo, por primera vez, ha empezado a disminuir.
¿Quién tiene razón? A Lula se le hacían las mismas objeciones cuando enfrentó la crisis del 2008. Ganó la batalla y Brasil salió casi ileso. ¿Repetirá Dilma, su sucesora, aquella hazaña? Es aún una incógnita. El futuro inmediato juzgará su osadía. Ella cree en su receta. Le duelen sólo esos cerca de 40.000 millones de euros, según datos oficiales ( en realidad son muchos más) que se pierden en el sistema de corrupción política que atenaza al país y que ella está tentando de atajar alejando de su gobierno a los ministros más involucrados en ese atentado al dinero público.
Brasil está decidido, en la persona de su Presidenta Dilma Rousseff, una economista, a seguir el camino opuesto al que se anuncia en Europa. No minimiza la posibilidad de que la crisis mundial pueda tambien afectar al emergente Brasil, pero tampoco la dramatiza.
Es más, el antídoto que propone para hacer frente a la posible crisis, es el opuesto al que pretende Europa. Brasil propone más crecimiento y más gasto público en vez de recortes, austeridad o pérdida de privilegios sociales para los más pobres.
El crédito, sobretodo a la nueva clase media que empieza a surgir, que había sido desacelerado, ha vuelto a abrirse. Se cree y apuesta en el mercado interno, que en este país tiene aún márgenes muy grandes con sus casi 200 millones de habitantes y con una capacidad de adquirir bienes fundamentales.
Sin duda, las condiciones de Brasil no son, por ejemplo, las de Europa. Son dos caminos casi opuestos: Europa se encoje y Brasil se estiende. Europa se desacelera y Brasil crece. Para Dilma, como lo había sido para Lula, las conquistas sociales son sagradas. Más aún, está dispuesta a acelerarlas y aumentarlas. Quiere acrecentar la cifra de los cerca de 14 millones que reciben ya la “Bolsa familia” y está abriendo nuevos programas de ayuda social, como el aumento de los asilos nido para que las madres, que hoy trabajan casi todas, puedan hacerlo sin el drama de no saber donde dejar a sus hijos.
Se ha comprometido tambien a acabar con los aún 12 millones de pobres o miserables que aún no consiguen vivir con la dignidad de un simple ciudadano. Está bajando los tipos de interés para ayudar a crecer a las empresas y piensa crear cientos de centros de formación técnica para preparar a los jóvenes al mercado de trabajo en un país que tiene que importar mano de obra especializada de Europa o Japón, por ejemplo.
Sabe Dilma que cuenta con la llegada de miles de empresas extranjeras dispuestas a invertir en Brasil y que China seguirá necesitando de sus materias primas. Hoy Brasil es la mayor exportadora de carne y soja del mundo, sin contar los minerales.
Se trata de un reto que algunos, desde la oposición, le critican, como por ejemplo el analista político Cesar Maia, exalcalde de Rio, que juzga que se trata más bien de una temeridad, de un “voluntarismo peligroso”, ese apostar en este momento por un mayor crecimiento, por más obras públicas y más gasto del Estado en lo social. Se basa el analista en que el PIB de Brasil está bajando, que este año superará de poco un 3% si es que llega, algo que considera muy poco para un país emergente y rico como Brasil, que la inflacción está desbocada y que el empleo, por primera vez, ha empezado a disminuir.
¿Quién tiene razón? A Lula se le hacían las mismas objeciones cuando enfrentó la crisis del 2008. Ganó la batalla y Brasil salió casi ileso. ¿Repetirá Dilma, su sucesora, aquella hazaña? Es aún una incógnita. El futuro inmediato juzgará su osadía. Ella cree en su receta. Le duelen sólo esos cerca de 40.000 millones de euros, según datos oficiales ( en realidad son muchos más) que se pierden en el sistema de corrupción política que atenaza al país y que ella está tentando de atajar alejando de su gobierno a los ministros más involucrados en ese atentado al dinero público.
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